28.2.04

Felicidade ainda que tardia

Diga a palavra mágica CHAMBER POP e eu vou até o inferno, cavando com colher de café, para descobrir coisas novas. Não é um rótulo lindinho? E eu adoro aqueles mapas de nerd do allmusic. Coisa de quem tem bastante o que fazer mas gosta de se fingir de desocupado. Coisa de quem sofre de tédio crônico. Coisa de quem precisa de perolinhas pops para não apodrecer todos os dentes comendo açúcar puro e não achar que vai morrer de depressão.

Daí que deus se apresentou para mim sob a forma de The Aluminum Group.

Pode ser exagero. Mas por enquanto meu romance com os irmãos Nevin está de vento em popa.

E eu *detesto* trilogias cinematográficas (senhor dos anéis? star wars? ew), mas tenho uma atração irresistível por bandas que fazem continuações de álbums ou então coisas ambiciosas tipo o 69 songs do Magnetic Fields. Aluminum Group, aliás e na minha opinião, lembra o MF.

Então cuenda a Chocolates aqui, que eu achei fofa (am I bringing you down? when I'm bringing you candy?). E ouça Pop, no site.

Chocolates - The Aluminum Group

Dance! a little bit closer...

Ôe! Orgia de ômega-3 ontem. Quanto peixe no lugar que parece um mangá. Acho que não terei ataques cardíacos por algum tempo. *arroto* (obrigada). Por mim aquele salmão grelhado orgástico poderia só ter vindo menos bem passado. Tenho amado miolinho cru de filés, comme il faut. E aliás, depois de um interminável (but very much enlightening) mês só cozinhando peixes e frutos do mar, tenho pra mim que meus peixes favoritos são salmão, atum e linguado. Aw. Badejo nã. Porfa.

Em seguida, Trash 80's porque era dia de Riqui nas pick-ups. Só tinha ido na época do Hotel Cambridge. A freqüência continua assustadora, mas sem aquele elemento David Lynch que o hotel fornecia e sem o homem-cor-de-azeitona, clone de Julio Iglesias. Desta vez tínhamos uma cópia fiel de Marlene Mattos, dentre outras bizarrices.

Dance com Hirata e você se apegará para sempre. Ainda mais agora que ele resolveu mostrar que tem um "bunda scoop". Rebola à la Perez e consegue te jogar do outro lado da pista só com uma bundada. E por falar em pista, alguém avisa que em pista lotada é proibido:

1) Ter mais de um metro de largura e insistir em ficar parado feito estátua.
2) Ser baranga e usar seu cabelo chapeado como chicote nas outras dançarinas (será que as únicas pessoas com modos na pista são aquelas de cabelo curto?)
3) CHEGA DE MÁQUINA FOTOGRÁFICA DIGITAL.
4) Nada contra o negócio do Tonyy, mas como é que existem pessoas que conseguem ser habitués? Tipo... não enjôa?

E meu deus... Fique parado lá pelas 5 da manhã, de sexta para sábado, no Anhangabaú esperando seu bumba. Você vai se maravilhar com o desfile de "say it out loud I'm black and I'm proud". Simplesmente um luxo de cabelos e modelitos vindos de algum lugar nas redondezas. Ficamos passados.

26.2.04

Limonada, meu cu

"When life hands you lemons, squirt them in peoples' eyes"

(Ou como diria Vivian - agora livre de links - faça bolas tailandesas com a ajuda de um barbante)

Se você gostou da brilhante observação acima (que só pode ter vindo de uma bicha muito, muito má ou uma mulher seriamente menstruada) clique aqui e saiba como virar uma Phantasy Lady, aka Phallic Woman. É incrível.

Como aperitivo, veja só o terceiro passo do processo, hhahahahahah. Bichas, cuidado, soy peligrosa!

Step Three: Use a gay man! Lie to, stomp on, and kill as many gay men as you can to make it to the top. Look at Andrew Cunanan! Or better yet, Madonna! Both are total dogs who have made it into the headlines by simply using Step Three alone! Proof that involving yourself with creative gay men brings you uncalculable fame!

Epifanias truqueiras

(ou: "Não se preocupe, querido, você é um merda e sempre será. Caso contrário não precisaria disso e teria a idéia por você mesmo. Amém.")

Não sei não se vale a pena ser lido. É interessante o debate sobre lolitismo, mas muito blablalesco. Mulher engajada me cansa, ainda mais agora que sinto que meu empenho em alienação tem dado muito certo. Um dia consigo explicar isso (da alienação). O texto dá a impressão de garota-raivosa e, francamente, o rótulo de bitch já foi usado demais.

Mesmo assim, achei esse trecho engraçado:

It allows for the entire career of Liv Tyler, who in Heavy, Stealing Beauty, that thing you do! and probably in as many more roles as can possibly tolerate this act, plays the virginal sweetheart, the very very very nice girl with coltish gracelessness and unscathed beauty, whose mere presence irradiates everyone around her, whose luminescence wakes up the long-dead urges and makes people want, in each of those respective films, to go to cooking school, to face death with dignity or to take up improvisational jazz drumming.

Escapando de lolitismo e afins, tomando um outro caminho, não é ridículo como só assistir a um filme pode fazer com que você tenha grandes inspirações para grandes feitos ou mesmo para melhora na qualidade da sua vida-de-merda? Desculpe. Eu adoro montar palavras com hífens. É tipo roupa. Combinando conjuntinhos. Ha.

Voltando. Já não perdeu as contas de quantas vezes você assistiu a filmes e saiu do cinema pensando:

"Vou renovar meu guarda-roupa" (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain)

"Ano que vem parto para a Itália e f-o-d-a-s-e" (Beleza Roubada)

"Vou manter um diário" (Sei lá. Vários)

"Não seria incrível guardar objetos em uma cápsula do tempo e enterrá-la?" (Beverly Hills 90210 está na minha cabeça agora, mas NÃO É ISSO, OQUEI?? Malditos.)

"Eu deveria sair mais" (Vários)

"Será?" (vendo "Esquadrão da Moda", única exceção aqui, e veja se abafa, mas às vezes acho que a Susannah e a Trini podem mudar a minha vida)

"Hum, deve ser muito fácil escrever. Assim que chegar em casa vou pegar minha máquina de escrever (porque é mais estiloso do que um computador) e vou deixar fluir. Um pouco a cada dia. Logo tenho um livro pronto. Daí só falta plantar uma árvore. E depois parir um pirralho". (Perdi as contas)

?

Mas então você chega em casa. E sua geladeira chama. E seu sofá é muito convidativo. E o telefone toca. E talvez você tenha alguém com quem trocar secreções e excreções. E amanhã você precisa acordar particularmente mais cedo. Então fica para amanhã à noite. Senão para a próxima. Para a próxima. Para a próxima. Até nunca. Ou até você ver aquele filme de novo e pensar se você já não perdeu o trem.

(Que merda. Acabei de lembrar que resolvi fazer "cooking school" depois de uma epifania truqueira dessas. Agora olha eu aqui, adorando, mas bem me fodendo.)

25.2.04

Peoplephobia


"Veja só o que é um coito febril, filhinha..."



Pelamorde. Picasso digrátis é o fim, mas eu, na qualidade de poverella tive que aceitar a realidade e ir.

Tá. Mas pobre é foda. E alguém me explica esse furor culturette de massa paulistana? Tipo... tá na moda desde o maldito Rodin. Que lixo ter que enfrentar fila quilométrica às 11 da manhã, em plena quarta-feira de cinzas CINZA. Nada contra a cor do céu (eu prefiro), mas essa chuva deve impedir o pouvo de comemorar apuração de votos das escolas de samba ou fez todo mundo voltar mais cedo de São Vicente.

Ridículo. Você vai até o Ibirapuera pra ver Picasso e acaba reparando mais no pouvo do que na arte. Eu preciso de silêncio, entendeu? Ainda mais quando estou mal humorada e horrivelmente anti-social. Quero poder sentar minha mini-bunda e ler com calma as inscrições na parede e não ter que desviar de gente que acha que é filho-de-vidraceiro. Nego acha que museu é zoológico pra carregar a cria nos ombros? Alô? Posso ver o quadro também?. E os malditos míopes que têm que encostar a fuça pra ler o nome do quadro? E os fedelhos berrentos?

Ainda bem que não podia entrar com biscoito de polvilho, hein?

O melhor, no entanto, fica para o final: mãe-metida-a-sábia-que-leu-no-jornal-que-é-bom-levar-o-pimpolho-para-ver-Picasso resolve ler em voz alta as tais explicações na parede pra pirralha que levava à tiracolo. Hello? A explicação falava da obssessão do Picasso com sexo, e a retardada falava tranqüilamente para a filha de coitos febris.

(Eu odeio gente, assim, no geral. Quanto menos tiver que lidar com eles, melhor.)

De tudo, gostei mais dos Minotauros. Eu já tinha visto umas gravuras certa vez na Pinacoteca. Acho aterrador e fascinante. Também gostei de pensar em todas as mulheres do Picasso. Foram 6? Gostei do perfil da Jacqueline, da Dora chorando e de uma outra cabeça, acho que da Marie-Thèrese, dormindo.

22.2.04

Boas e más

Minha mãe riu hoje quando eu disse que a bondade espontânea do meu irmão só serve para realçar a minha maldade.

Acho que ela não percebeu a verdade na minha colocação. É assim que funciona o mecanismo entre irmãos e irmãs, não é?

Pouco depois ela solta uma frase nojenta, mas muito engraçada. Nada compatível com uma senhora cristã, justa e que sempre me ensinou a tolerância entre os povos (haha).

"Sabe, filha... a vida não é cor-de-rosa como..."

"Como a música da Edith Piaf, mãe?"

"Não! Como os judeus depois da câmara de monóxido de carbono".

20.2.04

Carnamerda

E sobre a desgraça chamada carnaval, feriado de merda que me faz ganhar menos dinheiro, um texto muito engraçado (e verdadeiro) de Sérgio Rodrigues (merci, Madame).

Estou tomando as medidas necessárias para tentar passar o feriado com poucas lembranças de bundas, peitões e batuques. Tomara que eu consiga. Meu nível de alienação está tão alto, que, em certos aspectos, me orgulho deste suado trabalho de anos para me desligar de uma realidade nojenta, que não me ajuda em nada.

Mas se tem uma coisa que odeio tanto quanto o Carnaval, é o pavoroso 450º aniversário desse buraco terceiro-(i)mundista de cidade que cisma em colocar-se no rol das grandes capitais mundiais ou no circuito Elizabeth Arden. Eu não aguento mais referências a São Paulo do gênero: "vejam só, que terra mais tolerante! só aqui há o perfeito convívio entre índios, negros e imigrantes" (ui, rimou! acho que também posso sambaenredar...). Daí, tascam umas imagens-chavão do japonês abraçando um negão. Do portuga dando a mão pro carcamano. Do (aimeucu!) árabe amicíssimo do judeu.

E agora, filhinho, meu grande pesadelo se tornará realidade, com a celebração de São Paulo no Carnaval anêmico do Anhembi. Pensando na mesma linha do Sérgio Rodrigues, imagine só a tragédia que não serão os sambas-enredos. Aquela voz do puxador (?) sempre cansada, sempre no mesmo tom. Um carro alegórico com um bandeirante fedido. Uma ala de baianas-índias. Uma porta-bandeira vestida de gueixa e um mestre-sala batucando uma pizza. Uma celebrity à la Anchieta.

16.2.04

Incríveis habilidades obtidas com a prostituição

Não é incrível? Eu nunca botei meus minúsculos pezinhos na França, mas sou capaz de escrever laudas e laudas sobre a beleza, cultura, gastronomia e (hahah) vinhos de Bordeaux, Bourgogne, Alsácia, Champagne... Também posso ser muito convicente ao falar da Normandia e da Bretanha. Confesso que na geografia parisiense tropeço um tanto. Essa coisa de arrondissement me deixa um pouco tonta. Mas na minha imaginação caminho alegremente pelo Marais e Saint-German-des-Près.

Um viva às habilidades da jornalista-puta, que é bem diferente de uma puta-jornalista (que também não tem nada a ver com uma puta jornalista, sem hífen).

Ganho pouco. Ralo a bunda. Vendo palavras combinadas. Mas minha imaginação, querido, quanta diferença... Acho que sofro de priapismo cerebral.

Terrível Dilema

Eu estou com sono. Eu não quero dormir.

Não quero dormir porque não quero acordar.

Não quero acordar porque amanhã é segunda-feira.

E antes um domingo-de-merda infinito do que uma segunda-feira de 24 horas ordinária.

Meet the Gyllenhaals


Na coletiva: "Maggie, você já pensou em in-ces-to?"


Ok. Eu já tinha visto a tal Maggie Gyllenhal por aí. E já tinha ouvido falar outro tanto. Mas não conectava o nome à cara. Do Jake Gyllenhaal, eu nem sabia da existência.

Daí, por alguma obra do acaso, consegui alugar dois filmes com os dois irmãos. Ambos fazendo papéis de loucos. Secretária (vou dizer que lembrava vagamente de recomendações de amigos, mas o que realmente me fez pegar o filme na mão foi aquela maravilhosa capa com as pernas vestidas de meia de seda) e Donnie Darko. Do último, também já tinha ouvido comentários, mas mal podia imaginar do que se tratava e quais os efeitos que teria sobre a minha mente totalmente forrada de estrume de vaca e qq outro humus, de tão fértil.


Bend it like Gyllenhaal (ou a dublê de pernas)


Vou falar primeiro de Secretária, que é bom, mas não causou a mesma impressão que Donnie Darko. Talvez porque eu o tenha visto depois... Mas o fato é que o filme demorou um pouco para realmente me prender. Ferimentos auto-inflingidos são sempre interessantes. Eu sempre me pergunto por que motivos um fulano faz isso. Eu bem que queria ter a coragem, mas nunca fui além de auto-tabefes e auto-arranhões no pico da insuportabilidade adolescente.

Na minha opinião, o filme fica realmente divertido quando ela descobre o potencial que tem para ser a passiva/dominada. E os belos tapões do James Spader são algo. E daí em diante, sim... fica tudo muito interessante. Até esqueço que James Spader já foi Tuff Turf, proto-yuppie em Pretty in Pink e perdido naquele Crash que eu odeio tanto.


Ói! Donnie Darko está escrito com a mesma fonte da minha tattoo barrigal


Mas como eu disse, minha cabeça já estava dominada por Donnie Darko. Tipo obssessão. Fiquei estragada, alucinada, babando. Que putaroteirodocaralho. Que referência linda ao E.T. Drew Barrymore é péssima atriz, mas mesmo assim eu adoro. E a trilha sonora?

Vai tomar no cu.

The Killing Moon e Under The Milky Way são duas das músicas que mais me dão calafrios no mundo. Outra delas é The Crystal Lake, do Grandaddy, mas isso não vem ao caso agora. O que interessa é que eu não sentia mais esses calafrios desde os 17/18 anos, quando eu as ouvia e ao mesmo tempo vivia e esperava um monte de coisas que aconteceram ou nunca chegaram a acontecer. Pura nostalgia. Coração acelerando e parando por um segundo. Conseguia ouvir as duas músicas retumbando no meu ouvido e nem estava sob efeito de droga alguma: o pianinho de The Killing Moon. A gaita de fole de Under The Milky Way. Coisas que já passavam batidas pelo meu ouvido viciado e poluído.

Jake Gyllenhaal, por sua vez, merece um parágrafo à parte. Bom o moleque, não? Bom ator. E sem dúvida nenhuma ele foi responsável pelo elemento pornográfico do filme. Ahn? Um je ne sais quoi. Talvez a boca. Ou a pintinha. Ou o jeito meio tenso como ele andava. Ou como ele esfaqueava o espelho ou a cara que fazia quando estava sonâmbulo. Uff. Se eu fosse a terapeuta dele, levaria o hipnotismo pra outro lado. Nham. Sortuda essa Kirsten Dunst, viu?

Eu também nunca tinha ouvido falar em Richard Kelly, mas doravante (haha) prometo prestar atenção em tudo o que ele fizer. E ao que parece, ele já está fazendo. E todos os filmes deles envolvem coisas que as pessoas "recebem" e que mudam completamente suas vidas? Hum.

Sim. Também tem isso. O site do Donnie Darko é tão fodedor-de-mentes quanto o filme. Dá uma certa aflição às vezes, especialmente se vc for apressadinho. Mas acalme-se e veja o filme primeiro. Vai ser mais compreensível. Um pouquinho mais.

Pra brincar de um tapinha não dói, clique aqui.

Pra conferir o que a Kirsten Dunst deve ter todo dia, baba beibe.

E finalmente, pra sentir calafrios, clique nas musiquinhas abaixo.

The Killing Moon - Echo & the Bunnymen

Under the Milky Way - The Church

13.2.04

Procura-se boy toy


Não me atenta, baranga!


Um pequeno adendo para dizer que ontem foi um dia histórico. Finalmente consegui ver Amor, Estranho Amor. Eu não prestei muita atenção na história, lógico. Quem quer história quando a graça é ver a rainha dos baixinhos atentando um molecote que poderia muito bem estar no meio da criançada-platéia em seu futuro (e não muito distante) programa de TV?

Óbvio. Xuxa é uma atriz nojenta de filme infantilóide, agora imagine-a bancando uma putola do sul nos idos de 1937, vestida de ursinho, nariz pré-faca e dentucinha. É divinamente tosca!

Na verdade só gostaria de saber do paradeiro do tal moleque, que no filme, em um dia de bordel, conseguiu ser atacado por três proletárias do sexo. Na vida real, no entanto, imagino que ele deve ter chegado na escola abafando: quem mais com treze anos teria conseguido bolinar a Xuxa, a Vera Fischer e (ao que tudo indica, pois a diferença com o estado atual é imensa) a saudosa Matilde Mastrangi?

Cadê o moleque? Eu gostaria de ser a ghost writer do livro dele.

Oh ja! Oh Gott!

Que o Nazismo não se resumiu unicamente ao Holocausto, todo mundo sabe. A megalomania hitleriana ia muito além, com as absurdas tiorias de eugenia (e as fêmas e machos reprodutores arianos), a arquitetura e a arte de gosto duvidoso etc.

Thor Kunkel, um escritor alemão, parece ter desenterrado uma nova faceta nazista. Cara, você consegue pensar em alemães trepando? Eu não. Muito menos soldados e seguidores do Führer, apesar de aquele uniforme da SS ser terrivelmente tentador e fetichista. Kunkel escreveu um livro chamado Final Stage, onde ele disseca a indústria pornográfica nazista. Bi-za-rro, no? Saucy. Mouth-watering... Não acha?

O "problema", no entanto, é que a editora de Kunkel se recusou a publicar o livro. Segundo eles, a visão do escritor mostrava uma sociedade nazista inteiramente voltada para o lazer. Diferente daquela imagem que conhecemos tão bem. Oh, quantos anos de divã a Alemanha precisará para superar o trauma? Que cretinice. E que ótimo para o tal Kunkel, que com o bafo ganhou propaganda de grátis.

Se quiser saber mais, leia isto.

*Fonte: Alex Kintaro, cuzinheiro e co-rrespondente em Londres.

12.2.04

;-)

"Ulysses", de James Joyce, enfrenta críticas em seu centenário

Eu não opino. Não sobrevivi à primeira página.

Welladjusted


Chéri, my favourite gear is reverse!


Ah! Você finalmente percebe que as coisas estão voltando ao normal quando deixa de ouvir *ne me quitte pas* e *i just don't know what to do with myself* e volta a tocar todos os seus disquinhos do Morrissey e cantar todas as músicas COM GOSTO. Como se jamais tivesse esquecido as letras. E por cantar com gosto, eu digo, nada de exasperação ou choros convulsivos. Mas com brilhinhos irônicos nos olhos.

Ready with ready-wit... still running 'round... on the flesh rampage... at your age! Go to Soho, oh... go to waste in the wrong arms... still running 'round

E o melhor de tudo é que meu retorno a "Jesus" acontece bem agora que ele vai lançar o novo disco. Diz-que You are the quarry é o melhor dele. *Salivando*. E diz-que é uma cruza de Your Arsenal (meu título favorito, de longe) com Vauxhall and I. Yum. Aguardemos.

Enquanto isso, só os títulos das novas músicas já me fazem feliz:

* 'My Life Is A Series Of People Saying Goodbye'
* 'How Can Anybody Possibly Know How I Feel'
* 'I Have Forgiven Jesus'

E as declarações provam que Tia Moz continua afiada e má, muito má:

Another label said ‘We want to sign you, but we’d like you to make an album with the musicians fromRadiohead’, and another label said ‘We’ll sign you if you agree to make an album with Tracey Thorn’. Absolutely bewildering. People don’t know what I’ve been through."

E eu estou bem feliz também porque encontrei uma fita velhusca (1996?) na qual gravei um show da Tia. E quando apertei o play, lá estava ele... cantarolando Moon River, com o chorinho da Holly Golightly por trás.

Because I'm lying here wiiiiiiiiide to receive... almost anything you'd care to give.... and I don't get along with myself... and I'm not too keen on... anyone else

(hahaha)

Tu vuo fa l'americano?

Então Bruno, um amigo, decidiu fazer algo de útil com aquele hilariantes adesivinhos de putas colados nos orelhões. Ele descola todos e coloca num caderno universitário. Uma coleção interessante. De alto teor antropológico, eu acho.

Mas Bruno escreve para seus amigos desconcertado com um dos adesivinhos:


"Mel lorinha
Oral americano Anal
Giratório Complet. ativa
com acessórios Mt. Sé"


O que seria Oral Americano? E Anal Giratório?

(o último doeu só de pensar).

9.2.04

Be afraid e... engula esse choro



toothpaste for dinner

Indeed it is

O que eu podia fazer com as mulheres além de foder? Quando eram cultas, simplesmente me enojavam. Não sei se alguns de vocês já foderam com mulher culta ou coisa que o valha. Olhares misteriosos, pequenas citações a cada instante, afagos desprezíveis de mãozinhas sabidas, intempestivos discursos sobre a transitoriedade dos prazeres, mas como adoram o dinheiro as cadelonas! Uma delas, trintona, Flora, advogada que tinha um rabo brancão e a pele lisa igual à baga de jaca, citava Lucrécio enquanto me afagava os culhões e encostava nas bochechas translúcidas a minha caceta: ó Crasso (até aí o texto é dela) e depois Lucrécio: "o homem que vê claro lança de si os negócios e procura antes de tudo compreender a natureza das coisas"...

(Hilda Hilst - Contos d'Escárnio/Textos Grotescos), antes tarde do que nunca.

À obscena senhora H, R.I.P.

E agora - como lição de casa - desenvolva o que é foder (foder-com) homens cultos.

Tartt, com dois tês



Só mais uma coisa.

(este blog não é sobre livros. é apenas mera coincidência).

Saiu em português - e com um ano e tanto de diferença - o mais recente livro da (digam todos amém) Donna Tartt. Esta, por um triz, não tem sobrenome de puta. Mas isso não vem ao caso e além do mais este blog também não trata destas trabalhadoras antiqüíssimas.

The Little Friend chama-se por aqui O Amigo de Infância (os putos ainda não botaram no site, mas eu sei). A capa é bem sem graça e nada sinistra como no original. Esperamos que a tradução tenha sido boa. Eu não vou ler para não estragar o impacto do original, que também não tem o mesmo impacto de The Secret History, mas é muito bom. Especialmente o primeiro capítulo. Eu fiquei meio boba. Eu sou meio boba e tarttmaníaca, mas leia se tiver a oportunidade.

Prefiro ser puta

Mas eis que eu e Madame demos de cara com o tal best-seller de Lolita Pille, Hell - Paris 75016, que começa assim: "Eu sou uma putinha...".

Ok. Você pode ser uma putinha.

Mas achamos melhor se o livro começasse com: "eu sou uma puta".

Putinha já é diminutivo por si só. Cheira a patricinha traidora e frívola. Nada que valha a pena e o dinheiro. Puta, por sua vez, tem muito mais nobreza. Soa mais interessante. Consegue perceber a diferença? Nada a ver com putona. Putona não é melhor do que puta. Puta simplesmente é. E não precisa provar nada. Em livro algum.

E assim Lolita Pille conseguiu arruinar nossa curiosidade no primeiro parágrafo. Fin.

Dinheiro compra felicidade

Desvarios na Livraria Cultura. Você já viu aquela coleção de clássicos, bem pequenininha, com capinha linda e bordas das páginas douradas? Deu vontade de ajoelhar e chorar. Assim que possível completarei minha coleção de Jane Austen, graças à bondade da Penguin. R$ 8 cada. E assim que possível serei a feliz proprietária de Ariel. Menos daquela coletânea do Cummings. Muito truqueira, por sinal. Papelzinho vagabundo e capa mais ainda. O preço? R$ 54. Hum. Vamos continuar a caçar a poesia dele na net.

6.2.04

Alô novo blog.

ADEUS velho blog.