30.4.04

April despedaçada

April Burns (Katie Holmes) é uma jovem de 21 anos às voltas com sua família problemática no tradicional Dia de Ação de Graças. April, contra sua vontade, deve passar esse feriado com a família em seu apartamento, onde mora sozinha. A menina começa a ter problemas para cozinhar a ceia, já que não tem prática alguma na cozinha. Enquanto isso, a família Burns está na jornada para visitar a filha, que mora em Nova York. O pai, Jim (Oliver Platt), tenta convencê-los de que o dia será bom. A mãe, Joy (Patricia Clarkson), ainda tem suas dúvidas, enquanto que a irmã adolescente de April e o irmão estão espremidos no banco de trás com a vovó Dottie (Alice Drummond) e um saco de salgadinhos.

bla bla bla.

Sei lá se este filme (Pieces of April aka horrivelmente como Do Jeito que ela é) vai ser bom. Katie Holmes para mim sofrerá eternamente de síndrome de Dawson, MAS, acuende: a trilha sonora tem váááárias perolinhas de Magnetic Fields e The 6ths:

* i think i need a new heart
* you, you, you, you, you
* the luckiest guy on lower east side (*gaaaah*)
* epitaph for my heart
* as you turn to go

Que deus abençoe Stephin Merrit. Ele fez o mundo mais suportável e a minha cara de cu muito mais engraçada.

Para bitolês: The Annotaded Stephin Merrit.

(E eu ainda estou me acostumando a i. De cara, posso dizer que gostei mesmo foi the i wish i had an evil twin, só o título já é *adorável*, né?)

28.4.04

Como é, Vi? Tão fazendo isso por aí? Claro. Eu adoro essas bobagens. Daqui a pouco volta a moda de rodar vinil ao contrário. Mas disso eu ainda tenho medo.

1. Pegue o livro mais próximo de você;
2. Abra o livro na página 23;
3. Ache a quinta frase;
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.


"Al Aronowitz: Botei o Velvet Undeground no Café Bizarre, e a próxima coisa que fiquei sabendo foi que eles estavam caindo fora com Andy Warhol."

(Mate-me Por Favor - Legs McNeil e Gillian McCain)

Ótimo. Meu castigo acabou. Agora, faz um favor? Vai ali do lado e pega uma senha pra fila de ir tomar no cu. And have a bumpy journey, thank you very much.

*ping*

Próximo?

26.4.04

Cristo. Acho que acabo de incorporar mais um piriri-acessório-pós-bala. Eu estou numas de ouvir música em loop. Duas vezes é o ideal. No começo não precisava ser seguidinho. Primeiro, um ataque epiletiquinho no banho ouvindo Fischerspooner, pra relembrar meu assombro no sábado. Depois, outro ataque dessa vez fora do box. (Imagine a cena). Dã, dã. Daí resolvemos sentar e trabalhar. E, ai, acho que preciso de uma música que celebre ressacas. Então botamos lá Some Velvet Morning, que já andava pipocando na minha discoteca mental. Uhum. De novo. Passou. Tá. Oh. Não ouço Here to Stay faz tempo. Gahhh. De novo. Gaaah. (nos momentos gaaah eu não trabalho). Oquei, oquei. Adoro Soldier Girl, né? Vamos lá. Tchu tchu. I've got my soldier girl... she's so far away....

Cara, eu preciso de mais. E minha cabeça está muito ampla e espaçosa - tipo loft agora. Muito vazia. Faz eco. Deixa eu dormir e não pensar que tenho que reclinar graciosamente no tronco.

Só... enquanto não acaba a segunda rodada de Soldier Girl... Eu fui muito burra e acabei pagando inteira pra entrar e mesmo assim, só peguei o Benny Benassi no final. E, deus, agradeço pela pastilha, que me fez andar violentamente sem que eu percebesse. Porque se eu percebesse a distância, sentaria num canto e chorava. O Fischerspooner foi, digamos, meu auge. Uma bicha de conto-de-fadas. Difícil mesmo ver uma daquelas no seu dia-a-dia. E han, eu me perdi dentro da minha cabeça e dentro de alguma tenda trance. Fui sugada, acho. Eu perdi Basement Jaxx. Lá no fundo eu ouvia e dizia pra mim mesma... mas né? Tempo é algo tão relativo em cabeças-loft.

22.4.04

mentira, sílvio!



Não, não e não. Por favor, veja e diga que eu estou em delírio.

...

Devia ser proibido contratar médicos atraentes pra fazer ultra-som transvaginal. É extremamente constragedor... Ok. Já tinha feito com um homem horripilante e dei graças a deus na época. Mas desta vez... uh. Muito, muito embaraçoso ver aquele homem bastante atraente segurar aquele negócio fálico, enfiar uma camisinha nele (no negócio fálico) e então entuxá-lo de K.Y (o negócio fálico).

Ultra-som transvaginal não é o pior dos exames... aquele mega-cotonete é muito mais aflitivo. Mas a sensação que temos é que enfiaram um joystick (adoro a tradução literal) dentro da gente... e ficam fazendo manobras. Não é mesmo, meninas?

E que situação... ter aquele homem extremamente fazível e jovem com um joystick dentro de mim. Morri de medo de ele descobrir que eu estava simplesmente a-do-ran-do cada vez que a mão dele roçava sem querer nas minhas coxas. Meu deus. Ainda bem que era tudo à meia-luz. Tive a impressão que ele pode ter percebido que eu não afastei muito as coxas de propósito. Duh...

Daí, para alegrar o ambiente e parar de pensar em cenas pornográficas eu comecei a falar bobagens, meu maior forte. "Puxa... mulheres sofrem, não?" e "Os homens ainda reclamam de uma porcaria de exame de toque retal uma vez a cada morte de papa...".

"Ei, vocês enfiam isso mesmo no cu dos caras?".

(e ele disse que alguns não fazem o menor protesto. hahah).

Médicos bonitos. O sonho erótico de hipocôs como eu.

21.4.04

somewhere i have never travelled, gladly beyond

somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience,your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near

your slightest look will easily unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully,mysteriously)her first rose

or if your wish be to close me, i and
my life will shut very beautifully ,suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;
nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility:whose texture
compels me with the color of its countries,
rendering death and forever with each breathing

(i do not know what it is about you that closes
and opens;only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody,not even the rain,has such small hands

e.e. cummings



Desculpaí, Samantha Morton. Eu achava que você não passava de uma cara-de-bunda, mas você é foda. E Morvern Callar fez baba escorrer da minha boca. Bem melhor do que eu esperava. Aliás, bem diferente do que eu esperava. E de brinde uma trilhasonoradocaralho. De verdade. Só "Some Velvet Morning" (a Hazlewood/Sinatra, por favor) no supermercado já foi suficiente pra me deixar totalmente imbecil.

Como vê, eu estava vendo Cinemax.

Aliás, qualquer dia vou listar meus programas de TV prediletos. Eu e a TV estamos firmes, sabe como é? Going steady.

Ela não enche o saco, pelo menos.

20.4.04

Come Back To Camden

There is something I wanted to tell you, It's so funny you'll kill yourself laughing
But then I, I look around, And I remember that I am alone, Alone. For evermore

The tile yard all along the railings, Up a discoloured dark brown staircase
Here you'll find, despair and I, Calling to you with what's left of my heart, My heart, For evermore

Drinking tea with the taste of the Thames, Sullenly on a chair on the pavement
Here you'll find, my thoughts and I, And here is the very last plea from my heart
My heart. For evermore, Where taxi drivers never stop talking
Under slate grey Victorian sky, Here you will find, despair and I
And here I am every last inch of me is yours, Yours, For evermore

Your leg came to rest against mine, Then you lounged with knees up and apart
And me and my heart, we knew, We just knew, For evermore

Where taxi drivers never stop talking, Under slate grey Victorian sky
Here you'll find, my heart and I, And still we say come back, Come back to Camden
And I'll be good, I'll be good, I'll be good, I’ll be good


Arrá. Mais no site oficial do You are the Quarry.

(Gente... na capa do single Irish Blood, English Heart Tia Moz tá com uma cara incrível de bicha galerista. Vejo até um bronzeado?)

18.4.04

fora mágico de oz!


O Pássaro Azul


Olha. Nunca gostei muito do Mágico de Oz. A Dorothy era meio irritante. O Kansas era um lugar com nome esquisito (Cansas?) e eu tinha muito medo e muito nojo daqueles anões. Principalmente quando eles cantavam. Só amava mesmo quando a casa caía em cima da bruxa, porque só ficavam aqueles sapatinhos lindos de fora.

Eu preferia muito mais O Pássaro Azul, que só vi uma única vez, acho. Há mais de mil anos. E mal conseguia lembrar dos detalhes. E quase ninguém lembrava desse filme... Então eu achava que tinha inventado tudo na minha cabeça.

Mas bastou uma fotinho da Elizabeth Taylor de fada e tudo voltou.

Esse filme não era incrível??

15.4.04

cellar door

Dá pra estabelecer um bom paralelo entre Renato Russo e Tolkien. É. Eu acho. Eu não *detesto* essas pessoas verdadeiramente como *detesto* suas obras mais famosas. Não é culpa deles necessariamente. É culpa dos fãs. Por exemplo, não consigo ouvir "Eduardo e Mônica" tranqüilamente sem que me passe na cabeça a imagem de um kumba maldito, vestindo uma camiseta nojenta com letras de música da banda e exortando o poeta.

Também não consigo ler o Senhor dos Anéis. Primeiro porque é muito chato. Depois, porque imediatamente penso no hype insuportável, na trilogia desgastante, em todo mundo dizendo "como é bom", em todos aqueles Oscars... Ligue o desconfiômetro, honey. Toda uninimidade é burra.

(menos a minha, é claro)

Enfim. Tudo isso... porque o maldito Tolkien sempre me passa rasteiras. Filho da puta desgraçado. Não consigo odiá-lo. Ele sempre tem algo que me deixa sem palavras (trocadalho sem intenção...).

Por exemplo, discutindo com nerds do meu naipe sobre o magnífico Donnie Darko, surgiu uma pergunta sobre o tal "cellar door" que a Drew Barrymore, no filme, diz que, segundo um "lingüista" é a mais bela combinação de palavras na língua inglesa. Adivinha qual lingüista... Hu. Meu cu. Aqui está uma explicação que vou saborear aos poucos. Fantástico.

Ainda assim, continuo a odiar os Senhor dos Anéis. Não se engane.

13.4.04

...and moscow girls make me sing and shout

Dia desses chateando e trocando linques com um chapinha do Ridjanêro, concluí que DEFINITIVAMENTE as mulheres do Leste Europeu fazem as melhores putas.

1) São realmente liberadas e pelo menos não tão catolicamente castradas quanto as latinas.
2) São peitudas e com bundas normais que não desfiguram o corpo.
3) Não precisam inventar nome de guerra algum: já nascem Galinas, Lubas, Valeskas... com sobrenomes pomposos e pornográficos também.

Segundo a saudosa Madame, na França, inclusive, o ato de bancar a puta é normalmente apelidado de "faire la Natasha".

J'adore.

lembra das supergatas?



Eu amava a mais esclerosada.

Tem mais aqui, tipo Friends sem mais opções de casais. Hahah.

absolut eeeew



Absolut Barbie também. Eu passo. As bee querem, né?

11.4.04

warn me

E que merda eu fiz ontem, em algum momento entre 3 e 4 da manhã? Descendo a Melo Alves, acho... Pensei que ninguém estaria na rua aquela hora. Devidamente imbecilizada, resolvi não sei por que diabos, esfregar os peitos no vidro da janela do carro. Já tinha feito com a bunda com sucesso.

Mas eis que, enquanto eu me contorcia e me esfregava... alguém passou.

Laércio? Jura que eu conhecia?

Travestis ofuscam. Riquelevi pára o trânsito. Hã?

reversível

(ainda bem)

Retardada, retardada, retardada. Acabo de ver Irreversível em VCD. Totalmente sem legendas. Não porque eu não precise. Veja bem, nunca avancei além do passé composé... Pura ignorância. Não sabia que podia, né? Assim passei o filme todo - além de totalmente bestificada - esticando a minha orelha pra ver se eu entendia algo. Tsc. Basicamente só as últimas palavras ou frases como "c'est moi!! c'est moi!". Ou a Monica Bellucci. Rá. Ela sim. O único francês que eu conseguia entender. Isto é, quando eu não estava totalmente absorvida por ela. Sério mesmo. Nunca vi mulher tão maravilhosa. Tão perfeita que é impossível ter qualquer inveja. Só adoração.

Agora vamos tentar com legendas, tá?

10.4.04

o chef nu


uuuh...


Jamie burns some bits

8.4.04

auntie moz news

Para febrentos like meself, eles dizem que passaram o dia ao lado da gravadora de nossa titia querida e ouviram You are the Quarry duas vezes. Agora comentam faixa a faixa.

Nham.

Aqui dá pra ouvir Irish Blood, English Heart, cujo b-side será Munich Air Disaster 1958.

*Ao*

Wee Stephen de cafetão em momentinho quando as metralhadoras cospem!


cuenda, bil!

E enquanto isso, cante comigo:

Losing in front of your home town
The crowd call your name
They love you all the same
The sound, the smell, and the spray
You will take them all away
And they'll stay
Till the grave


Your weary wife is walking away
Your nephew, is true
Well, he thinks the world of you
And I have to close my eyes
Oh ...

(notinhas chupadas daqui, daqui e daqui)

E se vc não foi dessincronizado (acabei de inventar?) como eu e já esteve em Glastonbury para o festival, então querido, você pode colaborar com fotinhos para o documentário que eles estão fazendo.

7.4.04

i'm ugly but i'm fashionable

Londres vai ganhar o seu primeiro baile funk

6.4.04

ave, julio



Perdemos a virgindade de Cortázar - que adormecia há anos na minha estante - lendo A auto-estrada do sul. Jane Austen que me perdoe, mas tive que enxotar Mr. Darcy e Miss Bennet de meus pensamentos para me dedicar a Todos os fogos o fogo.

Magnífico. Viciante. Já caminho para o terceiro conto. Talvez pule direto para A ilha do meio-dia. Humm... Elucubrações.

Só não li A auto-estrada... de uma tacada só porque o Tylenol PM roubou minha alma e eu grudei nos lençóis. Mas continuamos no ônibus. Melhor lugar não há para ler... exceto quando o conto fala sobre um engarrafamento monstro e fantástico. E eu, presa na Consolação entupida, comecei a olhar para os lados e ficar com medo.

(obrigada pela dica, querido)

medo



Elephant me entediou no começo, mas conseguiu me conquistar mais pra frente. E saí totalmente perturbada do cinema.

Dó do fotógrafo bonitinho de calça de veludo e seu último clique. Pena da nerd horrorosa (que num mundo ideal voltaria bem arrumada e comível para a festa de 10 anos de high school sendo alguma CEO fodida, ou dona de algum outro emprego da moda). Vontade de vomitar com as retardadas bulímicas (bulimia is definitely not so '87). Horripilante, mas genial vingancinha na câmara fria. Medo, medo, medo de por gente no mundo de Kipper Kinkels. Palmas para filmes de verdade.

Se bem que precisamos de vez em quando de irrealidade.

Bullying parece ter virado instituição. Caralho. Até no Brasil andam usando o termo. O que foi que mudou, hein? É óbvio que fui humilhada na escola. Não, não tinha acesso à compra de armas e ainda não fantasiava com chacinas (algo muito freqüente agora). Mas quem veio primeiro... a galinha ou o ovo? Na minha opinião, muito en passant, acho que quanto mais rótulos, diminuem as chances de achar alguma solução... para esta bizarrice toda.

(isso foi um gorfinho impensado)

2.4.04

cabeção

Achou que gozar era só alegria? Que dor de cabeça era desculpa esfarrapada para não cumprir sua parte no trato?

Pois clique aqui e saiba mais sobre a cefaléia orgásmica (hahaha), uma enxaqueca com nome luxo que chega nos momentos mais errados.

O texto está escrito em algum dialeto klingon, mas dá pra entender.

O lado positivo? Pelo menos agora as frígidas têm alguma vantagem sobre as multiorgásmicas.

1.4.04

don't you forget about me*

Estranho trazer Simple Minds à baila aqui, mas é que ando perturbada com uma notícia que li ontem, na sala de espera do médico, numa The Face de um ano atrás.

Você diria que este homem:



...tem a maior rola do rock n' roll?

(entre 25 e 30 cm... *dor*)

É o que diz a revista. E vai além, diz-que Chrissy Hynde ficou tão possessa com a separação que andava pelas ruas, aos berros, com uma camiseta do Simple Minds no corpo.

(faz sentido)

Adoro.

Mais sobre o grande universo de Jim Kerr:

1) Ele tem uma filha com Chrissy que beira os vinte anos. Não é incrível? Crianças do roquenrou são a segunda coisa que eu mais gosto além de famílias reais européias. Nos dois casos sempre há MUITO bafo.

2) Patsy Kensit é - ou foi - casada com nosso amigo bem dotado também. Inclusive tiveram um filho. Mas espera... Ela também não foi - é? - casada com Liam Gallagher, cujo filho que fabricaram em conjunto chama-se Lennon? Seria Patsy a maior groupie do rock britânico?

* agora entendemos o significado oculto da música.

morrissey calça-quadrada

O que tia Moz e Bob Esponja têm em comum?

Isso:



My Life with Morrissey - que foi severamente gongado por fãs - é dirigido pelo mesmo cara e deve ser no mínimo bisonho:

the adventures of an off-kilter office girl whose life unravels when she meets her idol (British rock icon Morrissey) and sets off on a journey of obsessive self-delusion.

Tia Moz, óbvio, se recusou a participar ou liberar músicas (muito certo, aliás)... Depois... pense como não é hilário uma racha ensandecida pelo Prince of Moaning. Já sabemos como ele adora mulheres, néam?

(uma iluminação concedida pelo magnânimo André, por quem eu me apaixonei terrivelmente na porta da Lôca só por vê-lo usar uma camiseta com Roy's Keen estampadinho...)