26.4.04

Cristo. Acho que acabo de incorporar mais um piriri-acessório-pós-bala. Eu estou numas de ouvir música em loop. Duas vezes é o ideal. No começo não precisava ser seguidinho. Primeiro, um ataque epiletiquinho no banho ouvindo Fischerspooner, pra relembrar meu assombro no sábado. Depois, outro ataque dessa vez fora do box. (Imagine a cena). Dã, dã. Daí resolvemos sentar e trabalhar. E, ai, acho que preciso de uma música que celebre ressacas. Então botamos lá Some Velvet Morning, que já andava pipocando na minha discoteca mental. Uhum. De novo. Passou. Tá. Oh. Não ouço Here to Stay faz tempo. Gahhh. De novo. Gaaah. (nos momentos gaaah eu não trabalho). Oquei, oquei. Adoro Soldier Girl, né? Vamos lá. Tchu tchu. I've got my soldier girl... she's so far away....

Cara, eu preciso de mais. E minha cabeça está muito ampla e espaçosa - tipo loft agora. Muito vazia. Faz eco. Deixa eu dormir e não pensar que tenho que reclinar graciosamente no tronco.

Só... enquanto não acaba a segunda rodada de Soldier Girl... Eu fui muito burra e acabei pagando inteira pra entrar e mesmo assim, só peguei o Benny Benassi no final. E, deus, agradeço pela pastilha, que me fez andar violentamente sem que eu percebesse. Porque se eu percebesse a distância, sentaria num canto e chorava. O Fischerspooner foi, digamos, meu auge. Uma bicha de conto-de-fadas. Difícil mesmo ver uma daquelas no seu dia-a-dia. E han, eu me perdi dentro da minha cabeça e dentro de alguma tenda trance. Fui sugada, acho. Eu perdi Basement Jaxx. Lá no fundo eu ouvia e dizia pra mim mesma... mas né? Tempo é algo tão relativo em cabeças-loft.