25.5.04

COMO ASSIM DOT ALLISON EM SÃO PAULO PRO MASSIVE ATTACK E O PRESS RELEASE NÃO MENCIONA TAL ACONTECIMENTO?

21.5.04

Acho que virei groupie literária. Sabe quem vem pro tal FLIP? J-e-f-f-r-e-y E-u-g-e-n-i-d-e-s...

*ai*

20.5.04

Oopsy! Acho que deixamos flores pro homem errado então?

Grave historical doubts

Is the wrong man lying in WB Yeats's burial place? Louise Foxcroft investigates a mysterious tale involving her great-uncle, who died on the same day as the Irish poet, and a vanishing tomb


Aliás, se você também ficou permanentemente *retardado* com a poesia de Yeats, se joga aqui, bixa, é o paraíso: W.B. Yeats Society of NY.

19.5.04

Pra menina que eu mais amo no mundo, peço desculpas pelo *truque* de hoje. Nada, nada deu certo.

E pra menina que eu mais amo no mundo eu quero dizer muito obrigada por ter dito pra mim uma das coisas mais lindas que eu já ouvi: She was as full of life as soda pop e ainda me comparar fisicamente (e pelo menos num piscar de olhos) à autora da frase.

I suck but I love you. And I hope I never go flat, haha.

E te devo uma, duas, três... várias.

18.5.04




tã?

buy olympia

15.5.04

Vamos lá arejar nossos armários porque o cheiro mais corrente no começo do inverno é o de mofo. Já reparou?

Queria entender algumas coisas a respeito do meu armário:

1) Por que eu tenho tantas saias evasê?
2) Por que eu sempre compro peças marrom que sei que nunca usarei?

Vamos lá botar uma fava de baunilha seca, que serviu antes pra perfumar minha tarte tatin e agora - espero - vai me deixar com cheiro de doce.

13.5.04

sex-ton

When man,
enters woman,
like the surf biting the shore,
again and again,
and the woman opens her mouth with pleasure
and her teeth gleam
like the alphabet,
Logos appears milking a star,
and the man
inside of woman
ties a knot
so that they will
never again be separate
and the woman
climbs into a flower
and swallows its stem
and Logos appears
and unleashes their rivers.

This man,
this woman
with their double hunger,
have tried to reach through
the curtain of God
and briefly they have,
through God
in His perversity
unties the knot.

(anne sexton)

Merda. Viciei no Orkut. Tanto que larguei mão do Bowlie e deste blogue. Hum. Agora que fiquei confiante criei comunidades. Uma pra Donna Tartt, uma pro Jeffrey Eugenides e a mais a-dvertida de todas, pra Faghags.

Na verdade eu pouco me manifesto nessas comunidades - exceto na de biba-lovers, porque eu sou Phd nisso - e sinto como se os zilhares de grupos dos quais faço funcionam meio como adesivo de carro. Sabe como é?

Andei recebendo uns e-mails de tiorias conspiratórias do Orkut até. Dizem que bisbilhotam, mapeiam e vão cobrar. Daqui a pouco vão dizer que o pobre Orkut (que deve estar biliardário já ou em vias de...) pretende enfiar sondas nos nossos pobres culos.

10.5.04

Uh. O blogger mudou? Estou com muito sono pra xeretar agora. Esse frio... estou com vontade de ligar o foda-se hoje lindamente. Foda-se o trabalho, pelo menos. E fodam-se as contas a pagar. Só tenho uma prova hoje, mas foda-se a matéria, porque eu perdi todas as minhas anotações mesmo.

Virgens Suicidas acabou de chegar. Em português. Bons tempos quando em inglês era mais barato. Mas vai ter que dar. A capa é horrível. Muito cafona mesmo. Nem vem, pq depois do filme tudo que é virgem e suicida é extremamente chique, loiro e cor-de-rosa. Com Air no fundo, claro.

8.5.04

E só pra encerrar o assunto, não vi o TFC. Tanto azar me deixou fervorosa e crente. Tenho certeza que as forças superiores tramam para que eu assista a um show da banda na própria Escócia. E dali tiro fotos para a posteridade, com meu dedo médio levantado e a seguinte legenda: "Sesc, vai tomar no cu".

Acabei Middlesex. Estou desconsolada e me sentindo solitária de novo. Chorei muito no final. Um apego assim, ridículo. Acho que me apaixonei por Cal. Eu tenho uma teoria que o Jeffrey Eugenides é o Cal/Calliope. Na verdade aquela é a história dele. Ele é hermafrodita. Só pode ser hermafrodita para conseguir transitar entre os dois sexos (digo, a mente deles) tão facilmente. E aí eu olhava na orelhinha do livro e suspirava. Ele nem é feio. E tem um nariz muito interessante. O que haveria de mulher ali? Hm. Eu não ligaria, na verdade, porque Cal parecia ser o macho perfeito, exceto que não tinha um pau, mas isso sabemos que pode ser remediado sempre.

Acabei o livro aos prantos. Mal conseguia ler. Ele usou de uns artifícios muito eficazes para a minha sensibilidade... e, caralho, como escreve bem.

Agora sinto o vazio de novo e não sei para onde eu vou. Me recuso a tentar The loneliness of the long-distance runner pela terceira vez. Simplesmente não rola. Quero ver como é em As Virgens Suicidas. Tenho uns cravings por Murakami. E hoje me indicaram o livro do Stuart David. Tudo muito tentador. Mas, por enquanto... precisamos achar um tapa-buracos...

Não fumo há quase duas semanas. Não vou contar as horas e os minutos porque acho que não tem cabimento. Foi parte de uma *promessa*. Coisas que o desespero faz, sabe? Reminiscências católicas também. No pico da crise, negociamos com Deus ou com seus intermediários (eu sempre preferi os santos aos anjos).

Tudo vai bem até agora. Não tenho saído muito, o que facilita. Quando saio, fico na companhia de maconheiros anti-tabagistas. Assim tenho um consolo, pelo menos.

Parece impossível, mas não tenho sentido vontade de fumar depois das refeições. Ok. Eu não tive muitas "refeições" ultimamente, só umas crises de tentar colocar toda a geladeira dentro da boca. Fico tão boa-constrictor que não há nem mesmo espaço pra fumaça.

Às vezes, só às vezes, passo por algum fumante na rua e respiro bem fundo, com saudades.

Hoje, no entanto, tive uma recaída. Em sonhos. Ex-fumantes dizem que isso é comum no primeiro estágio.

Sonhei que estava metida num táxi com muitos homens ao meu lado. Meu pai era um deles. O taxista via que eu estava estressada e me oferecia um bastãozinho de diabo pra relaxar. Eu, num momento what-the-hell, aceitei e traguei com muito prazer.

Foi só então que me dei conta que arruinava minha promessa. Que era uma desonrada, suja e impura. E joguei o cigarro pela janela. E acordei me sentindo mal, como se realmente tivesse fumado.

Que coisa mais castradora.

(Será que narguilé está fora de cogitação? Fumei num há pouco tempo e foi encantador. Tabaco + maçãs. *ai*)

5.5.04

Eu adoro também a palavra quintessência. Gostaria de poder usá-la HORRORES.

Que besta... mas eu acabei de ouvir e tenho que falar. Todo mundo tem seus cheiros, visões e sensações prediletas, certo? Todo mundo também tem seus sons prediletos.

E um dos meus é ouvir, à noite, quando já estou deitada na cama, aquele barulhinho de cachorro se coçando, quando as orelhas ficam batendo de um lado pro outro.

Sério mesmo. Adooouro esse barulho. É reconfortante. Haha.

Voltei a dormir com Jeffrey Eugenides. Eu não tinha tido tempo de terminar Middlesex, mas agora a insônia e a abstinência nicotínica tem feito com que eu avance horrores na leitura. Então... ontem eu gostei muito disso:

A experiência me ensinou que as emoções não podem ser descritas por palavras simples. Não acredito em "tristeza", "alegria" ou "arrependimento". Talvez a melhor forma do patriarcalismo da linguagem seja a supersimplificação dos sentimentos. Gostaria de ter à minha disposição complicadas emoções híbridas, um comboio germânico de construções do tipo "a felicidade que acompanha a catástrofe" ou "a decepção de dormir com o objeto de nossas fantasias"...

(pág 237. Callie falando)

Tenho roubado muito pão ultimamente. Pão que eu faço, claro, e assim sinto que tenho o direito de levar pra casa e livrar minha mãe de um passeio matinal até a padaria. O problema é que, além de todo o malabarismo para que a chef não veja o contrabando, tenho que botar tudo na minha bolsa no final.

Assim ontem minha bolsa estava com aroma pesto.

Hoje é bacon.

Tomara que amanhã não seja ovo. Ainda não me recuperei do trauma do ovo-cozido-na-lancheira vivido por volta da 2ª série.

4.5.04

Escuta, você que comprou todos os ingressos do Teenage Fanclub... vai tomar no cu, seu fominha!

Sold out é o tipo de cultura que está começando a se inflitrar no seio da sociedade brasileira?

Os indies reproduzem-se como Gremlins?

Ou teria sido tudo um plano maquiavélico dos aposentados, que há algum tempo compraram TODOS os ingressos pra Isabelle Huppert?

Afronta. Afronta!

Eu digo: show extra. Como assim?