8.5.04

Acabei Middlesex. Estou desconsolada e me sentindo solitária de novo. Chorei muito no final. Um apego assim, ridículo. Acho que me apaixonei por Cal. Eu tenho uma teoria que o Jeffrey Eugenides é o Cal/Calliope. Na verdade aquela é a história dele. Ele é hermafrodita. Só pode ser hermafrodita para conseguir transitar entre os dois sexos (digo, a mente deles) tão facilmente. E aí eu olhava na orelhinha do livro e suspirava. Ele nem é feio. E tem um nariz muito interessante. O que haveria de mulher ali? Hm. Eu não ligaria, na verdade, porque Cal parecia ser o macho perfeito, exceto que não tinha um pau, mas isso sabemos que pode ser remediado sempre.

Acabei o livro aos prantos. Mal conseguia ler. Ele usou de uns artifícios muito eficazes para a minha sensibilidade... e, caralho, como escreve bem.

Agora sinto o vazio de novo e não sei para onde eu vou. Me recuso a tentar The loneliness of the long-distance runner pela terceira vez. Simplesmente não rola. Quero ver como é em As Virgens Suicidas. Tenho uns cravings por Murakami. E hoje me indicaram o livro do Stuart David. Tudo muito tentador. Mas, por enquanto... precisamos achar um tapa-buracos...