30.6.04

Tão cansada que não sinto mais a parte debaixo do corpo. Minhas Doc Martens tem ferro no solado e eu nunca percebi? Deveria começar a usar meias Kendall? Hum. Só mais dois dias e "férias". Entre aspas, lógico. Desviei cachaça da cozinha hoje e bebi escondido. Ypióca Ouro é *o* futuro, hein? G-a-m-e-i. Ou era o cansaço?

Peguei um livro ótimo chamado Comiendo con Marcel Proust. É claro que eu sempre tive preguiça de ler Proust, mas nada me impede de tentar reproduzir as receitas prediletas dele, certo? O subtítulo é Comida da Belle Époque e, logicamente, tem algumas daquelas punhetagens que francês fresco e clássico gosta (tipo aspic. odeio aspic. é muito cafona e nojento), mas também tem uma carnes de passar mal só de ler. Com aqueles meeegamolhos maravilhosos de fazer... Alguém compra codornas pra mim?

E quinta, hem? Final de The Block. No começo eu não engolia, porque detesto sotaque australiano, mas de repente viciei. Eu aposto na Fiona e no Adam. Ou na Kylie e no Paul. Foda-se quem matou Lineu. O negócio é saber quem vai ganhar o leilão.

Cansaço, vio? E tenho lida pela frente. Meu cu. Dois anos sem férias. Argh.

25.6.04

Bom, já que as pessoas insistem em me comparar a cartoons, aqui vai a minha a-versão desenhadinha:




Agora, DIY.

22.6.04

Deviam fazer um quiz do Extreme Makeover também (segundo a Ana, o programa mais nazi da TV, haha). Tipo: qual das aberrações você é?

Eu quero ser a negona com beiço de inimigo-meu. Foi *a* melhor.

Take the quiz: "Which Random Irish Gaelic Phrase Are You? "

Ta mo bhriste tri thine
Ta mo bhriste tri thine - 'My trousers are on fire.'You're a few bricks short of a load, aren't you? You're probably not allowed to use sharp objects and you should be locked in a rubber room. With Rubber rats. Rubber rats? I hate rubber rats. They drive me crazy. Crazy? I was crazy once. They put me in a rubber room. With rubber rats. Rubber rats? I hate rubber rats...


(adoro. vou tatuar na bunda)

Take the quiz: "Which 'Queer Eye' Guy Are You?"

Ted
You are Ted! You're a wizard with a whisk, a master with a meat cleaver and a king in the kitchen. And you rule it well. Also an expert on utensils and cookware, you know exactly the right dish for every occasion. You're so useful, everyone wants you around the house!


(Droga, eu gosto da bicha Carson, só ele por dizer "what a difference a gay makes!")

21.6.04

em loop cerebral agora e por um bom tempo:

You have never been in love, Until you have seen the stars, reflect in the reservoirs

And you have never been in love, Until you have seen the dawn rise, behind the home for the blind


Tão foda que dá vontade de chorar.

Você também achava que só Manchester e arredores tinham poesia pra ele? É eu também achava que de L.A. não saía nada. Mentira.


19.6.04

*gritinhos*

Vai aqui www.bbc.co.uk/radio2 e clique no Jonathan Ross Show. Tem B&S ao vivo, hoje de manhã, mas antes tem a Nancy Sinatra em momento luxo, comentando musiquinhas e falando do show dela amanhã, em Londres, no festival da Tia Moz e inclusive eles tocam "To Nancy with love". E também falam mal do Harry Potter. Ótimo.

A propósito... o que eu faço morando aqui mesmo? Ah, sim. A libra está quase R$ 6. Uma desgraça.

(e eu achei o fighting fit e pus aí embaixo, se vc quiser ouvir)

18.6.04



A bicha pode estar esquisita, bronzeada demais, inchada, velha e meio careca... Mas puta merda, como é mais-que-perfeito. Só ouvi micro-trechos, mas a compilação da Tia Moz pra NME é magavilhosa.

Juro.

Só por ter botado Fighting Fit, do Gene, já valeu por todo resto. Fighting Fit é uma música que me deixa MUITO FELIZ e me lembra de uma época MUITO BOA e de uma bicha que está atualmente MUITO LONGE.

(E o que você não daria realmente pra ver os NY Dolls pela Tia Moz, hein?)

fighting fit - gene

17.6.04

Impressionante, hein? Eu sou um zero à esquerda com comida brasileira. Basta dizer que eu levei quase três décadas pra finalmente comer pato no tucupi e... dendê. Mas enfim. Vamos corrigir isso. O grande problema da cozinha brasileira é a nomenclatura. Além dos trezentos mil nomes indígenas, tem mais um monte africano. E eu, com a minha mentalidade podre, logo faço associações com o dialeto travesti. Parece mesmo. Efó? Abará? Meu bem, qualquer dia eu mando soltar o Edi. Aí vai ser triste.

Tô devagar no Nove Estórias, mas indo bem. Parada ainda em Para Esmé.... As crianças do Salinger não são incríveis? E eu já era fã da Phoebe. Até agora em todos os contos tinha um pirralho genial. Menos naquele das adolescentes, acho. Que é chatinho, por sinal. A Ramona não é ótima? Adoraria ter um filho cheio de amigos imaginários com nomes tipo Jimmy Jimmerino e Mickey Mickeiriano.

Bom, mas na vida real continuo pirralhofóbica. Tipo muito. Tenho medo até. Outro dia, no metrô lotado e lerdo, visualizei mil maneiras de esbofetear um menino que não parava de chorar.

16.6.04

Não corrigindo, mas sendo mais específica: eu gosto bem quando o amor angliciza. Ou celticiza. Não semitizo mais. Eles sempre acabam comigo.

Você viu o fog hoje? É lindo assim à noite, mas aposto que amanhã vai fazer um sol demoníaco. Vou por em prática aquele filtro solar 60. Vade retro. Espero não ter que por os pés pra fora de casa enquanto o sol não tiver se posto.

Ai, viu? Não compre calcinhas de tule não. São lindas, grandinhas e tipo see through, mas dão uma coceira dos infernos no traseiro. Fiquei a noite toda rebolando discretamente no restaurante pra aliviar a tortura. Parecia que tinha sentado no formigueiro.

Lisa, eu ouvi o novo disquinho do Kings of Convenience. Capa e jukeboxinha finas. Mas é chatíssimo. Não desbancou o primeiro nem de longe.

15.6.04

A Nina entra para os anais da História por ter me desarmado para Ana C. É, Ana Cê. Já estou me fazendo de íntima. Em menos de 24 horas (e conte aí 12 horas bem dormidas, mais 1h entre os dois banhos que tomei nesse ínterim e outras 5 horas na cozinha) li 97 páginas.

Tá. Não é um recorde se você gosta de ler rápido, mas eu normalmente levo tempo pra tudo. E quando vou rápido é um sinal muito contraditório: sinal que eu acabei de encontrar o último livro-da-minha-vida e que minha respiração depende de cada página virada, ASSIM COMO um sinal de que logo que eu acabá-lo vou me sentir extremamente sem força de viver. Nem que por uns cinco segundos e eu lembrar que, porra, tem outro livro me esperando.

Enfim. Outra clara pista de que eu realmente gostei de um livro é quando ele fica cheio de orelhas viradas. Eu parei de rabiscar. Agora faço dobradura. E esse, Nina, tem vários. Poemas inteiros. Igual a esse:

Aventura na Casa Atarracada

Movido contraditoriamente
por desejo e ironia
não disse mas soltou,
numa noite fria,
aparentemente desalmado;
- Te pego lá na esquina,
na palpitação da jugular,
com soro de verdade e meia,
bem na veia, e cimento armado
para o primeiro a andar.

Ao que ela teria contestado, não,
desconversado, na beira do andaime
ainda a descoberto: - Eu também,
preciso de alguém que só me ame.
Pura preguiça, não se movia nem um passo.
Bem se sabe que ali ela não presta.
E ficaram assim, por mais de hora,
a tomar chá, quase na borda,
olhos nos olhos, e quase testa a testa.


E versos soltos, tipo: (e o amor se germanizando todo).

Não é? Eu gosto assim também.

Sozinho em Madri? Procure o Lucas e a Laura. Ahaha, Parejas Liberales* vai ser meu novo vício, tipo Happy Line na tevê, com aquelas potrancas importadas do interior ou do Sul, e aquela traveca (pq ela também é filha de deus!). O melhor de tudo é que você nem precisa estar drogado para se ambientar rapidamente, ao contrário da Fogueira Santa de Israel ou coisa do gênero. Sério mesmo. O melhor programa da TV aberta do Brasil.

(Isso porque ainda não consegui ver Swing da Syang)

* Perca bem seu tempo analisando os nomes das páginas amigas: jovencitas amateur, galeria de zorras, quiero sexo, putitas4you, sexo a ciegas, muy intima, el gran puton.

Existe língua mais punheteira que espanhol? A-do-ro.

12.6.04

Outro dia sonhei que tinha o chef mais sexy da cidade em cima do meu corpo. Segundo meu amigo de cozinha, muito sábio lavando panelas, Freud explica isso tudo muito bem. "Você quer subir rápido na Gastronomia".

Olha, pode ser algum efeito colateral da vacina que eu tomei hoje ou simplesmente o fato de que eu ando MUITO machinha ultimamente: Moça com Brinco de Pérola é um grande pé no saco.

A Scarlett Johansson, tão fofinha de calcinha cor de rosa em Encontros e Desencontros, tornou-se um monstro pálido e chato. Uma cara de quem está com o nariz entupido, daqueles que cismam em pingar toda hora, e tem que respirar pela boca. Gripada. Aquela carinha de assustada o tempo todo e os bowings toda hora em que o mestre ou a patroa entravam. Eek.

E aquele namorado açougueiro? Todo mundo tem biótipos que detesta, certo? Ele é um ótimo exemplo de uma cara que vira meu estômago. Que nariz nojento. Vou odiar esse tipo pra sempre. (Tem um outro tipo físico que eu detesto, mas é meio inexplicável. Graças a deus não há muitas estrelas de cinema desse naipe. Cruzei com um espécime na rua outro dia. Fiquei muito incomodada mesmo. E não sei por quê, mas costumo associar essas pessoas à cor verde-água e a um nome muito idiota).

Por fim, eu prefiro guardar a lembrança do Colin Firth como Mr. Darcy. Seja na Bridget Jones ou na versão BBC pra Orgulho e Preconceito. O vestuário do início século XIX lhe cai bem. Sem aquele cabelo desgrenhado e aquela aparência suja.

Por fim, agora de verdade, como a Madame disse, cadê a história? Eu não pensei nisso na hora porque só olhava pro relógio. Gostei mesmo da fotografia, mas acredito no que uma amiga disse certa vez no colegial, do alto da sabedoria de uma garota de 17 anos: quando alguém para pra comentar a fotografia de um filme, certamente era porque não havia nada mais pra comentar. só contemplar.

10.6.04

Quando eu morrer vou pro vídeo de Being Boring. Quero um pós-vida Bruce Weber com muitas festinhas.

Enquanto isso, meus amigos podem dar uma grande festa. Tenho horror a velório e cruzes. Gosto de waking. E quero virar lenha. A única parte mais *tocante* fica para quando tacarem fogo na minha carcaça. Naquele momentinho derradeiro de descida do caixão, quero que toquem La Chanson de Prévert, do Gainsbourg, porque eu gosto muito e acho muito funerária e adequada.

Depois, festa. Com a caixinha de cinzas presente e uma grande foto minha. Quero todo mundo bebendo muita champa fina e comendo canapé bom. Se ecstasy ainda estiver na moda, por favor, tomem. Pó não. Não quero ninguém bicudo e mala na minha festa, por favor. Eu odeio essa merda e vocês sabem. Vou deixar um trafiquinho contratado pra garantir a felicidade de todo mundo. Façam banheirão e almôndegas em homenagem aos velhos tempos. Não deixem ninguém sóbrio. Falem bem de mim, mas também falem mal, porque não quero virar santa depois de morta. Lembrem como eu fui escrota e como eu fui legal.

Por favor, vistam-se bem e ponham uma roupa muito chique em mim, mesmo que tirem (como diz a lenda), antes da cremação.

Façam a festa num lugar com piscina. Botem bóias nos braços dos mais retardados pra que ninguém apareça flutuando no dia seguinte e roube a minha cena. Toquem boa música. De preferência as minhas prediletas. Foda-se quem não gosta. Também não deixem ninguém que eu não goste entrar na festa pra beber de graça. Quero door policy.

Não quero ser esparramada num jardim depois. Dizem que as cinzas inutilizam totalmente a terra. Provavelmente quero ser jogada num mar que eu ainda vou visitar e gostar muito.

9.6.04

Huh. Pelo menos nela eu mando: Subservient Chicken.

Quer dizer. Meu comando de "jerk off" ela não atendeu, a fresca (bom, jerk off vale para "fêmeas"?). Mas obedeceu quando eu disse "shake your booty" ou "pick your nose".

Terapêutico. Valeu, Luigi.

6.6.04

Por que diabos a maior parte dos vegetarianos é tão pau no cu? Adoram encher a paciência de quem defende o consumo de bifes sangrentos e crêem piamente que comer carne é cometer um assassinato. Que porra é essa? Comer alface também não seria? Eu realmente gostaria de contactar uma alma de alface no pós-vida para saber como é que ela se sente quando sua vida é terminada, depois de ser arrancada do chão. Vai dizer que ela também não é morta só porque ela não chora e não sangra?

Hipócritas.

Pra levar o tipo de vida *ideal* deles, seríamos todos obrigados a:

1) comer somente o que caísse de árvores.
2) viver de pílulas.
3) viver de vento.

Eu passo tudo isso. Muito obrigada. Creio em três coisas: 1) vegetarianos são ruins de cama, não têm senso de humor e são um pé no saco quando convidados para jantar; 2) vegetarianos não conhecem o orgasmo gastronômico e a felicidade embutida no ato de comer; 3) só cumpro o ciclo natural das coisas. vaquinhas mortas me fazem feliz agora. algum dia farei um bando de vermes igualmente alegres. E ponto final.

The art of the mix

Rodeohead

2.6.04

Nunca disseram que eu parecesse com alguém famoso, exceto uma tal apresentadora de um programa animal da TV Cultura (segundo a clara visão do meu tio bêbado), o Gato Félix e a Betty Boop.

Mas agora consegui entrar com uma cara de "hein?" e sair *parecida* com famosas.

Acuende.

Haha.