12.7.04

O hit agora é Girls Don't Cry. Isso mesmo. Garotinhas não têm mais o direito de verter lágrimas, de tristeza ou de felicidade.

Não é nem a "questã" da histeria. Essa eu abraço com gosto, porque me considero mulher de carne e osso, e logo respondo nem com a cabeça, tampouco com o músculo retardado no meu peito. Eu sempre fui muito uterina.

Mas graças à moderna psiquiatria e seus paraísos legais em pílulas, amansadores de leões e os novos-velhos rótulos da psicanálise e tranqueiras do gênero as coisas são explicadas da seguinte maneira: se estou feliz/apaixonada/empolgada/atiçada com uma nova idéia, então estou MANÍACA. Se estou num dia de merda/pisei em mil bostas na rua/tenho enxaqueca e um útero latejante/peguei fila em banco/dormi mal/vesti capa de invisível e não sei como tirar/comi mal/trabalhei mais do que devia... então estou DEPRESSIVA.

Diagnóstico "óbvio", você é bipolar.

Tratamento "óbvio", forre o cu com lítio.

Minha resposta: vão todos à merda e me deixem ter um dia de merda em paz.

Juro que se meu humor fosse tão mutável como os experts dizem eu seria mais feliz. Seria previsível, porra! Oras, se hoje, 12 de julho, pisei em mil bostas na rua, então amanhã receberei nova proposta de emprego, salário-luxo e um sugardaddy para me mimar.

Back to basics, povo. Doutor Freud, que gostava era de mamar num charuto, começou toda esta bobagem.

Histérica? Lunar? Imprevisível? SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM, com muito orgulho. Foda-se o lítio e passe o baseado. Hipócritas.