27.9.04

Verão go home. Verão me tira a fome. Me deixa de mau humor. Me obriga a comprar protetor solar a preços de boquetes estelares. Me faz suar em bicas (aquele suorzinho nojento escorrendo entre os peitos). Me dá preguiça. Me obriga a usar roupinhas levinhas e me castiga por insistir no preto. Verão deixa o transporte público 10 vezes mais insuportável. Verão põe mais retardados na rua. Verão faz parir mais Carlas Perezs. Verão me faz sonhar com a Islândia. EU ODEIO CALOR e não preciso dele pra me esbaldar em cerveja.

26.9.04

Uou, caralho. Subimos mais um degrau na vida de CUzinheira. Mal havia parado de reclamar da perda das minhas digitais graças aos pratos insuportavelmente quentes, fiz uma rasgueiragem e tirei um mini naco do mindinho hoje. Nem bem tinha chegado no restaurante. Bastaram 10 minutos de punhetagem com faca alheia e tchans. Aquela faca definitivamente me odeia, porque há dias me dava pequenos cortes.

Então eu fui mandada pro hospital e lá levei dois pontos imbecis. E agora estou com um mindão suturado até os próximos 10 dias. Cozinhar novamente só na sexta, com a mão devidamente encapada.

E tá bom, porque agora eu acredito na máxima do meu professor de que "a faca avisa que vai cortar" e que "não se deve usar faca alheia".

Uhnn. Sinto que algum cliente vai comer vitelo com "carne de vaca" mesmo.

24.9.04

Estamos quase lá, quase lá. Ainda com um pouco de preguicite, frescurite, mas as estações de rádio cerebrais estão momentâneamente em volume baixo. Então espere aí, se é que você se importa, porque eu mesma me mandaria tomar no cu. Mas você não sou eu, então eu não sei.

Ontem aconteceu algo muito estranhinho. Laércio me deixou em casa depois de cerveja preta e um ponta relaxante. Eu subi um instantinho pra buscar uma coisa que queria entregar pra ele e deixei a porta bem escancarada. Isso, na tioria, não é um problema às duas da manha, porque a minha porta não dá pra rua.

Mas quando eu botei meus pés na casa, depois de ter me despedido, topei com um gato na minha casa. Um gato que mais parecia um tigrinho. E com um sininho no pescoço. Pequeno e lindo. Mas me deu medo. Eu dei um minigrito. Depois eu quis pegar pra mim. E então ele saiu gloriosamente pela mesma porta que entrou.

20.9.04

Hoje eu dei chapéu no meu trabalho porque achei que merecia e porque continuo com o saco cheíssimo. Gazetear foi o negócio. Trabalhar meu cu. Preferi ver minha girliest girl-friend e fazer escambos de viagem. Trouxe da Escócia uma mostarda com whisky, porque sei que ela não vive sem mostarda. E ganhei um Tokaji lindo e emocionante da Hungria, que eu vou beber alegremente.

Eu continuo bêbada e muito preguiçosa. Mas menos ansiosa graças ao tic-tac tarja preta, que, por pura fraqueza de espírito misturei com bebidinhas inegáveis... e fui flutuando para a aula... onde obviamente bebi mais. Chianti e Brunello di Montalcino.

(você diria não? nem eu)

Ainda assim não consigo entender de onde os seres humanos sentem cheiro de estrebaria.

É uma incógnita.

Acho que preciso chafurdar em merda de cavalo um pouco. Alguém aqui monta?

17.9.04

Voltei já faz quase uma semana. Desculpa de jet lag não tenho mais. A depressão foi domada na base do pito e decidi virar freqüentadora de bingos para saudar minhas dívidas. Ponho a culpa na embriaguez diária, já que estou em momento *enófilo* e não sacudo mais o copinho a troco de nada.

Então assim que estiver menos preguiçosa e menos bêbada/ressaquenta escrevo aqui minhas fantásticas aventuras nas Terras Altas. *aaaaaai* bonnie scotland.

(e aí fica rodando na minha cabeça... get me away from here I'M DYING).