26.10.04

Legendary radio DJ John Peel dies

After announcing Peel's death on Radio 1, the station played his favourite song, Teenage Kicks, by the Undertones.

22.10.04

Então... Land of Plenty é ótimo. Eu que andava bodeada de Wim Wenders me entreguei novamente. Trilha boa também. E eu, do alto dos meus neurônios narcotizados, percebi o letreiro do Million Dollar Hotel. E é verdade. Haha. E por que sempre tem guindaste nos filmes dele? Juro. Não vi a filmografia completa, mas já vi alguns e uma amiga certa vez apontou isso. Dá medo, até. haha.

19.10.04

Ai, meu deus. Eu adooouro esse ráipe. E fico pensando... hum. Será que algum dia, daqui a uns 20 anos, alguém vai escrever uma a-versão de Mate-me Por Favor indie paulista? Haha. Eu vou ler o livro com lagriminhas (de risadas). E me pergunto...o que eu faço para ter uma pontinha? Hahaha. Vou ligar pra Ana. Melhor garantir minha posteridade djá. Haha.

Diga aí, uma das melhores coisas da vida de cão que levamos é ouvir Scott Walker (cause breaking uuuup... is sooooo very hard to doooo) com a chuva lá fora. Eu não consigo dormir direito há 3 dias, não consigo largar o bastão do demônio e só cochilei um pouco com O Exorcista na TV. Meeeerrrin! Meeeerrrin! Ah, tão relaxante. Mas aí eu acordo com uma bosta de uma propaganda de absorventes íntimos diários. É fato que os filhos da puta aumentam o volume de propósito, mas... Dimmy? Why you do this to me?. Zzzzzz.

Ah putaqueopariu. E tem gente ainda em crise de consciência que vai virar groupie? Eu digo, meu bem, literalmente, vá nessa. Faça esse favor pra gente.

Deixa eu ir lá, acionar meu espírito Emmanuel. Jornaleirismo is a biatche.

Mas antes... e a Jane Biiiirkin? Vocês viram? Pau no cu do atchim festival. Eu quero Jane.

10.10.04

Freudian Inventory Results
Genital (43%) you appear to be stuck between a progressive and regressive outlook on life.
Latency (53%) you appear to have a good balance of knowledge seeking and practicality.
Phallic (66%) you appear to have issues with controlling your sexual desires and possibly fidelity.
Anal (13%) you appear to be overly lacking in self control and organization, and have a compulsive need to defy authority.
Oral (56%) you appear to have a good balance of independence and interdependence.
Take Free Freudian Inventory Test
personality tests by similarminds.com


8.10.04

Acho que Paris me deixa nervosa. Londres me dá medo, mas Paris me deixa nervosa. Não domino a língua e isso é um sacrilégio naquele lugar. Doeu deixar de vez as ilhas britânicas. Mas ainda estava empolgada com o microgiro parisiense antes de nossa partida. Graças ao atraso do vôo, perdemos um tempo significativo na cidade. E lá eu me senti definitivamente a stranger.

Felizmente Cato, Annix e Cris era fluentes na cidade, na língua e na psique gaulesa. Paramos na Gare du Nord e deixamos nossa mala. Realmente vi que se brasileiro se acha um povo sortido, está redondamente enganado. Aquele lugar era uma babel populosíssima. Nunca vi preto tão preto na vida, achei incrível. O povo todo paramentado.

Paramos na estação St. Michel. Como francês é grosso, mal-humorado e fedido. Naquele calorão só dava pra sentir o bodum no vagão. E um tiozinho gordo, sentado em posição ginecológica, nem se mexeu pra dar espaço pra minha bunda no assento. Rosnou quando uma mulher com pacotão sentou na frente dele. Ai meu cu. Não, não era sacola da Zêlo.

Mas sair do metrô foi glorioso. Paris é indescritivelmente linda, daí minha incredulidade quanto à grosseria e mau humor dos locais. Quer ficar de bode, bunita? Vai dar uma voltinha em Itaquera, vai? Queria ter tido tempo de comer em algum café, fumar cigarros (fumer tue) e arrotar com felicidade. Comemos crêpes. A da Annix tava bem melhor. Comprei Gitanes e Gauloises aos trancos e barrancos (huuuum c-o-m-b-i-e-n c-o-û-t-e ç-a?). Mas o relógio estava contra nós. Então eu olhei Notre Dame de longe e batemos perna no Quartier Latin.

Tinha alguns euros pra torrar. Comprei um Asterix inédito (em inglês), cumbuquinha da Betty Boop (porque eu mereço) e chaveirinho da raposa do pequeno príncipe. Na verdade eu queria o jogo de chá do Petit Prince, mas não rolava. Tão mimosinho. Ou as miniaturas da aldeia do Asterix, mas 300 Euros era demais. Então Paris foi e passou. Corremos pro aeroporto e ficamos no suspense do embarca ou não até o último segundo. Uhhh. Voar na véspera do 11/9 é algo. O francês sabichão me fez tirar os coturnos. Cuzão. Não dormi muito. um comissário medonho, Nosferatu-like, me deixou assustada. E o fato de definitivamente deixar o continente me deixou de-so-la-da.

Eu chorei mais no vôo. E em Cumbica tive ânsia de vômito. Voltar desta vez não foi alívio. Pobre Annix, que teve que se valer de psicologia comigo. Mas valeu a pena, porque eu volto. E é isso.

7.10.04

Achei que dava pra ir a pé até o The Globe. Me arrependi no meio do caminho. Fazia um sol bom. Vi um peão de obra BEM comível, mas comprei um sanduíche de coronation chicken e derrubei coca-cola na calça. Andei mais naquele sol bom, nada senegalês, ouvindo minhas músicas prediletas. Pensei em ir até Whitechapel, porque Jack The Ripper é minha quase raison-d'être. Mas não. Liguei para amigos locais e um deles estava disponível naquele momento.

O Alex estava uns 15 quilos mais gordo. Careca. Vestia uma camiseta do Ratos de Porão. Nem parecia que a gente não se via há 3 anos. Me perdi bonito para chegar no nosso ponto de encontro, mas graças a deus os bretões ainda continuam os mais adoráveis seres para se pedir informação. Do National Film Theatre nós andamos. No ônibus ele desembestava em falar um inglês ininteligível e disse que odiava "esses fucking Harry Potters" (molequinhos de escola uniformizados e aparentemente dóceis que infestavam a saída do busão).

Ele jurou que o verão tinha sido uma farsa. Compramos cerveja alemã, demos risadas histéricas ouvindo Sidney Magal. O apartamento dele, em Kennington, era bem ajeitado e ele me chamou pra ver o Mooney Suzuki naquela noite. Era um presente, junto com o Silpat que eu ganhei. :-) Adoro amigo cu(zinheiro). Ele até tentou provar por A+B que molho hollandaise é fácil de fazer. Tá. Mas é uma merda de punhetagem francesa.

Antes do show, um rendez-vous com a Sra. Alex. Esperamos por ela num pub local. Genial, por sinal. Repleto de seres bêbados e xavequeiros. Conseguir goró de graça é facílimo, especialmente de tiozinhos irlandeses. E especialmente se você já domina a psique céltica. haha. Saí semi-arrastada. Paramos em outro bar e eu fui ver a Madeleine querida que me esperava na saída do metrô. Madê deve ser a minha amiga-cibernética mais antiga. Também não a via há anos. Desde o show do Sonic Iúti, pra ser mais específica.

Achei o Mooney Suzuki melhor no cedê. Ai, tava véia e cansada. E muito saudosa. Bebi Bacardi Breeze com a Madê no fundão, enquanto a gente tentava conversar por meio de berros e concluía que o barman era muito muito interessante. Ela me falou de tiorias religiosas calmantes. E me disse para ficar tranqüila. Eu já estava com saudades dela. Madê é uma graaaande garota. Depois de um supersizeme coletivo, nos despedimos. E eu voltei pro hotel, onde todo mundo já estava de malas prontas para Paris, no dia seguinte.

6.10.04

Voei chorando para Londres. As pessoas não lidam bem com lacrimosos que voam. Uma passageira solícita me olhava com cara de dó: "Miss, are you afraid of flying?". Não, não. Luton era mais putaqueopariu do que eu pensava. O metrô não ia até lá. Paguei 12 libras pra entrar no trem e levei bem uma hora e meia - ouvindo Gainsbourg e ainda soluçando - para chegar em Paddington. Pobre Annix e Pobre Cato, esperaram horas por mim na estação. O metrô de Londres ainda me deixa entusiasmada. Entrei e só havia um grupo indiano sonolento. De repente paramos em alguma estação de vanguarda, porque nunca vi tanta modernidade entrar no vagão. Cabelos e roupas ótimas. Tinha muito o que olhar.

No hotel, em Paddington mesmo (uma mamata obtida pela Annix), fui encaixada sorrateiramente no quarto pela porta dos fundos. Tive uma impressão assim Dirty Pretty Things, mas não topei com nenhuma camareira turca ou com corações entalados na privada. Meu coração derrete com aquelas chaleirinhas elétricas e mini-copinhos de leite. Que amorr! Fui andando até o Burger King mais próximo. Devia ser umas 11 da noite. O clima estava bom. Era bom andar sozinha em Londres. Pedi um whopper. Os atendentes me olhavam com uma cara estranha. Olhei no espelho... não, não estava cagada. Deviam ser meus olhos de texugo. Um gordola bretão sussurrou um "have a nice meal" e eu fingi que não entendi.

Bom comer no Burger King. Já fazia 6 anos, haha. As lombrigas gestadas durante esses longos anos agradeceram. O Cato disse que eu sou uma Whopper person, e acho que ele tem razão. Fui ao telefone público e fiz uma chamada com cartão de crédito. Foram 20 libras em um segundo. Quem manda ser preguiçosa? Dormir foi estranho. Mas eu acordei no dia seguinte. A Cris, que é um doce de pessoa, ia ao British Museum. Annix e Cato queriam tentar a sorte em Glastonbury. E eu... estava sem rumo.

Achei melhor visitar a Westminster Abbey. Afinal eu não tinha ido da outra vez por problemas monetários. Tinha que usar dez libras pra forrar o bucho. Mas desta vez eu estava azeda pra pagar 13 libras. Daí pensei em ir ao London Eye, mas 11 libras e a fila me bodearam. Ia embora no dia seguinte. Não queria me bitolar em turistismos. Pensei comendo Ben & Jerry's. Acabei deixando o Dalí de lado e fui à Saatchi Gallery, que foi genial! Muita modernidade por metro quadrado. Fiquei perturbada com um velho imóvel, sentado num banquinho. Achei que ele estava encarando as minhas botas. "Tô cagada de novo?", pensei. Não. O véio era de plástico. Retardada. Mas ele tinha até pelinhos no braço, tá?

5.10.04

E então eu rumei para Aberdeen. Outro vôo rápido. Leitura de avião: French Kissing, ou como os britânicos estão se rendendo ao hábito francês de cumprimentarem-se com beijinhos. Ok. Mas eu já estava treinada só para handshakes.

Em Aberdeen eu fui retirada por um amigo. Fazia sol. E um friozinho bom. Seguimos mais para o norte. Um lugar bucolíssimo e totalmente remoto. Cheio de vizinhos bisbilhoteiros, de sotaque que merece legendas e tiradinhas espertas. Bom para psicopatas. E para mim também. E foi lá onde eu fiquei a maior parte do tempo, com esticadas para Aberdeen para beber, comer ou ir ao cinema (não conto, não vale).

A viagem também incluiu dois fins de semana em Edimburgo. Desta vez não vi Glasgow, mas isso não é problema, porque Edimburgo tem o poder de tirar minha atenção de qualquer outra coisa. É a cidade mais linda do mundo, na minha "opiniã" de viajadíssima, mas foda-se. É sim.

Desta vez eu fiquei do lado mais 'moderno' da cidade, mas passei perto do albergue me me acolheu antes, na Royal Mile. Fui a dois jogos de futebol com fãs dos Hibernians (o primeiro versus Dundee e o segundo versus Hearts). Pode rir, mas eu fiz muitos programas heteros, o que é bom, já que eu achei tudo ótimo (sorte dos caras) e já que eu, na qualidade de hetERRA, preciso me conformar com as atividades praticadas pela minha espécie.

Em Edimburgo fiz jantar para amigos, que foram muito educados e rasparam os pratos. Fui beber em pubs. Fui comer em lojinhas. Fui confundida com italiana umas 3 vezes pelo menos. Brinquei com cachorros. Fui a churrasco em parque particular. Joguei frisbee até ficar completamente desarticulada. Fui a um lugar 'indie' e cheguei a conclusão que: 1: estou velha e sem paciência; 2) existem clones de personalidades indies paulistas na Escócia. Ouvi horrores de Franz Ferdinand. Vi a queima de fogos no Castelo de Edimburgo ao som de uma orquestra. Chovia e estava nublado, mas eu achei lindo mesmo assim. Fiquei chocada ao perceber que às 22h30 a maior parte dos restaurantes estava fechando, mas dei sorte de encontrar um indiano com garçons petulantes. De novo, subestimei os poderes do curry e tive que beber dois litros de água junto. (Coca-Cola parecia ácido).

Fui pra Crieff, cidade que pariu Ewan McGregor, ficar num tipo de hotel-spa. Parecia mais piada do tipo quantos piscianos são necessários para trocar uma lâmpada? Haha. Ok, ok. Não apreciamos as facilidades do spa porque passamos a noite bebendo Cava. Também não consegui achar Ewan ou clones ou familiares próximos do sexo masculino porque já estava ameaçada de morte por essa minha cantilena.

Eu enchi o rabo de fish and chips, jaffa cakes, salmão pescado no rio do lado, irn bru, porcarias da Tesco e cerveja (por algum motivo eu era tratada como estrangeira exótica só porque pedia cerveja pelo nome exato). Comi também haggis, coisa que eu devia desde a última vez. Mais tarde soube que a Annix e a Cris também tinham se aventurado pela mesma praia. Concluímos que haggis é bom.

Fui introduzida a adicção pelo The League of Gentlemen. Simplesmente genial.

Fiz mais amigos.

Comprei e bebi muito uísque. Caubói, biu.

Parei de converter libra pra real logo que senti os primeiros surtos neuróticos.

Ouvi Billie Holiday com um solzinho calminho no carro. Quer dizer, um momento de sol, porque descobri que o tempo é totalmente esquizofrênico na Escócia. Em apenas uma hora de estrada você consegue ver sol, nuvens, chuvinha e neblina. Incrível. Tão variadinho que é difícil ficar entediada. Especialmente com uma paisagem deslumbrante na sua frente.

Passei pelas Highlands ouvindo Big Country, haha. E por Dundee e Perth.

4.10.04

Uhn.

escapadinha nas terras altas (patrocínio Annix Inc. + empréstimo do Banco Itaú)

Então no dia 24 de agosto eu varei a noite tentando encher a cara com meus amigos e fazer a mala ao mesmo tempo. Eu achei que dormiria no avião, mas me arrependi seriamente quando notei que a doce Annix havia me encaixado na classe executiva.

Foie Gras e diversas taças de vinho depois, eu dormia profundamente enquanto era servida alguma sobremesa-boa-demais-para-avião. Tarde demais. Quando acordei, entre dois cavalheiros, os comissários atenciosíssimos já tinham retirado o doce de circulação e eu não quis interromper o processo para não dar tão na cara que eu era pobre e estava ali por puro golpe de sorte.

Pousada no Charles de Gaulle, eu achei que teria alguma assistência francófila de uma conhecida que se encontrava também na classe executiva porque era rabuda. Ledo engano. Ela logo me abandonou e eu não conseguia lembrar como era mesmo "isqueiro" em francês. Mais do que tudo, eu precisava chegar em outro terminal e não tinha idéia de como fazê-lo.

Tomei um café antes. Sorte que o garçom era fluente na língua do bardo e pensou que eu era inglesa... ("não, moço... brasileira") "Aaaah, Brasil!!". Unh. Alívio. Alívio também saber que eles aceitavam libras.

Então eu achei o terminal, depois de pegar um ônibus errado. Sorte que o motorista falava inglês. Eu ainda não estava com a peroba em mãos pra arriscar meu pseudo-francês. Dali eu voei pra Londres. De Easyjet. Bem rápido.

Aeroporto de Luton. Várias horas de espera para o próximo vôo. Só num cantinho deixavam os fumantes em paz. Eu achei melhor não tomar muito álcool. Burger King! Não, melhor não. Achei melhor comprar fósforos. Tomar mais café. Chupar balas. Murray Mints. Haha.

3.10.04

É melhor eu falar logo ou me calar para sempre, certo? O tempo ótimo está passando e logo eu vou me arrepender de não ter mantido um diário propriamente dito durante a viagem. Eu bem que tentei. Eu juro.

Minha viagem para a Escócia

(parte 1)

A Escócia é um país que fica no norte da Europa. A Escócia é também um dos lugares que eu mais gosto no mundo. É na Escócia que os homens usam saia e tocam gaita de fole. Lá foram inventados a bicicleta, os números decimais, os alarmes de incêndio, as máscaras de gás, o golfe, a insulina, os logarítimos, os cortadores de grama, a morfina, a televisão, os selos adesivos, o telefone, o telescópio, os pneus, o uíscão e o Belle & Sebastian.

Personalidades escocesas incluem William Wallace, Rob Roy, Mary Queen of Scots, Bonnie Prince Charlie, Robert Burns, Dr. Livingstone, Charles Rennie Mackintosh, Ewan Mcgregor, Fat Bastard, Sean Connery, Irvine Welsh, Primal Scream, Teenage Fanclub, e Belle & Sebastian.

...

ok, chega. a conha já está subindo à cabeça então vamos abandonar o modo Gabriela-na-quarta-série.

....

1.10.04

Só mais uma. É que em cinco minutos eu viciei no bubblegum machine, que foi uma indicação do i like, um blog que eu não canso de fuçar.

(delírios com jacques dutronc, france gall e scott walker)

Viu, heeeem? Minha "dança da chuva" funcionou e a temperatura baixou gloriosamente. Estava bem satisfeita com os 18º C, mas enquanto esperava bumba hoje na Consolation, para a minha consolação e delírio, o termômetro-truque acusava 14ºC e eu batia os dentes feliz. Meu casaquinho de couro paraguaio não estava dando conta do recado. E depois eu detonei uma gorda fatia de brie de meaux (président, TMB!) porque estava com uma fome digna de vítima da fome irlandesa. Diz que vai ser assim até domingo. Em uma palavra: lu-xo.

E o que mais?

Ah sim! Ando superorgulhosa da minha decrépita memória olfativa. Hoje eu finalmente senti o que é o cheiro de estrebaria, odor animal e afins. Meu bem, bebi um vinho fodão da Borgonha e fui apoiada por colegas quando disse que sentia cheiro de cocô nele. É isso aí. Merda de bicho seca. Só que estrebaria é a roupagem chique. E o vinho era muito bom, by the way.

Que mais?

Tenho devorado Paddy Clarke Ha Ha Ha, comprado junto com mais montão de second hand books numa cidade ovo escocesa. (Eu gosto de livro usado, é um sentimento assim mediúnico. Igual àquele de comprar disco véio na Benedito Calixto com dedicatórias 'te amo, porra. ass. Gomes' ou 'Adriana 1985'). Mas o negócio é o seguinte. Era o meu primeiro Roddy Doyle por assim dizer - já que ele não assina o conto dele no Finbar's Hotel - e a princípio eu detestei. Ok. Eu estava azeda, mas pensava que era mais um daqueles livros estilo pobre-menino-católico-pobre-e-fodido-e-sujo-da-Irlanda... Mas não é bem assim, não. É muito engraçado. E é muito fiel ao raciocínio infantil... E é muito perspicaz como crianças perspicazes sabem fazer. Sim, eu ando alérgica à crianças, mas não alérgica à criança em mim, que, digamos, ocupa cerca de 80% do meu cérebro. Então, eu recomendo.

E é só.