7.10.04

Achei que dava pra ir a pé até o The Globe. Me arrependi no meio do caminho. Fazia um sol bom. Vi um peão de obra BEM comível, mas comprei um sanduíche de coronation chicken e derrubei coca-cola na calça. Andei mais naquele sol bom, nada senegalês, ouvindo minhas músicas prediletas. Pensei em ir até Whitechapel, porque Jack The Ripper é minha quase raison-d'être. Mas não. Liguei para amigos locais e um deles estava disponível naquele momento.

O Alex estava uns 15 quilos mais gordo. Careca. Vestia uma camiseta do Ratos de Porão. Nem parecia que a gente não se via há 3 anos. Me perdi bonito para chegar no nosso ponto de encontro, mas graças a deus os bretões ainda continuam os mais adoráveis seres para se pedir informação. Do National Film Theatre nós andamos. No ônibus ele desembestava em falar um inglês ininteligível e disse que odiava "esses fucking Harry Potters" (molequinhos de escola uniformizados e aparentemente dóceis que infestavam a saída do busão).

Ele jurou que o verão tinha sido uma farsa. Compramos cerveja alemã, demos risadas histéricas ouvindo Sidney Magal. O apartamento dele, em Kennington, era bem ajeitado e ele me chamou pra ver o Mooney Suzuki naquela noite. Era um presente, junto com o Silpat que eu ganhei. :-) Adoro amigo cu(zinheiro). Ele até tentou provar por A+B que molho hollandaise é fácil de fazer. Tá. Mas é uma merda de punhetagem francesa.

Antes do show, um rendez-vous com a Sra. Alex. Esperamos por ela num pub local. Genial, por sinal. Repleto de seres bêbados e xavequeiros. Conseguir goró de graça é facílimo, especialmente de tiozinhos irlandeses. E especialmente se você já domina a psique céltica. haha. Saí semi-arrastada. Paramos em outro bar e eu fui ver a Madeleine querida que me esperava na saída do metrô. Madê deve ser a minha amiga-cibernética mais antiga. Também não a via há anos. Desde o show do Sonic Iúti, pra ser mais específica.

Achei o Mooney Suzuki melhor no cedê. Ai, tava véia e cansada. E muito saudosa. Bebi Bacardi Breeze com a Madê no fundão, enquanto a gente tentava conversar por meio de berros e concluía que o barman era muito muito interessante. Ela me falou de tiorias religiosas calmantes. E me disse para ficar tranqüila. Eu já estava com saudades dela. Madê é uma graaaande garota. Depois de um supersizeme coletivo, nos despedimos. E eu voltei pro hotel, onde todo mundo já estava de malas prontas para Paris, no dia seguinte.