25.5.05

Então... à bientôt. Isto é... Se eu passar da Marginal.

(impressionante, agora é moda)

23.5.05

Muitos fãs não sabem em que a The White Stripes já foi envolvida. A banda norte-americana, que fará turnê pelo Brasil para divulgação do novo disco Get Behind Me Satan (Sum Records), em junho, promovida pela Mondo Entretenimento, é inspiração do ágil e contemporâneo, Quero Ser Jack White. Trata-se de um filme idealizado pelo diretor Charly Braun, que descreve a trajetória de dois colegiais que se encontram em uma loja de vinis e descobrem a sexualidade ao som da banda. O curta já ganhou diversas premiações, entre eles o de Melhor Curta - Júri Oficial no Festival do Rio 2004, Festival de Gramado 2004 e o mais recente, Festival de Rotterdam 2005.

Eu queria ser a Brigit Berlin mesmo.

22.5.05

Fui contar o tal sonho para um amigo, buscando sabedoria na eterna névoa maconhal que o cerca. Ele disse que eu sou a pessoa mais camp que ele conhece.

De ontem pra hoje: sonhei que estava numa bela piscina na Espanha franquista. Com pezinho na água, num momento bem bicha. Então surge um médico que muda meu cérebro para o cérebro da jovem Brigitte Bardot, o que eu achei ótimo. Raramente eu falaria, eu gemeria mais do que tudo. Me olharia no espelho e me sentiria o máximo.

Mas então o tal médico trocou meu corpo pelo de um psicanalista judeu, magrelo e de meia-idade. Aqueles tipo horrível. Unfuckable. Eu comecei a me perguntar que diabos faria com um cérebro bardotiano e um corpo daqueles. Não havia vantagem alguma na troca.

21.5.05

É simplesmente ridículo escrever sobre lugares que você nunca visitou. Ridículo. Algum dia eu vou até esses lugares pra checar se eu realmente tenho alguma "mediunidade" ou se na realidade eu só tenho mesmo o Google, cara de pau e um senso de embromation sem precedentes na história do "jornalismo". E claro, eu odeio "jornalismo" e jornalismo, mas fazer o que quando você já tem o diploma na mão e deixou suas calças numa faculdade cheia de reais e bem-sucedidas putas aspirantes à âncora? É rebolar, né?

Eu queria ser TOTALMENTE alienada, mas as pessoas não deixam. Ninguém te deixa em paz. Não basta só não ler jornal e não ver TV (rádio nção existe na minha vida, óbvio). A informação penetra. E você é obrigado a ouvir.

Eu não gosto de jornalistas. E não confio em nenhum deles. Se eu fosse você, também não confiava. Sabe o que me irrita PROFUNDAMENTE? Aquela "cadência padrão" de repórter de TV. Eles narram tudo do mesmo jeito. Menos aquele nordestino insuportável, mas ele é um caso à parte. O resto, é possível até medir. NOJO, NOJO. Será que existe algum treinamento com cartilha? Ai, que cabaçada.

Eu cago pra isso. Trabalhar só dá tesão em quem não tem mais o que fazer da vida. Mesmo que eu não tivesse trabalho, não sentiria falta. Só do dinheiro, é óbvio. Mas é tão ridícula a quantia e o desaforo que você tem que aturar de seus superiores com seus micro-salários é tanto, que honestamente eu sou uma puta mal paga tentando tirar o melhor disso. Porque eu sou puta, mas não sou trouxa tanto assim.

Então hoje é sábado e eu vou trabalhar. E amanhã também. Porque a partir de quarta vou tentar tirar proveito por uma semana em outras paragens.

16.5.05

"Indo bananas".

No fim é aquela coisa que meu irmão - num raro momento de revolta, porque ele é um cara com o ânus bem controlado - disse: "Caralho, por que TUDO pra gente tem que ser difícil?".

Ai, vai. Não sei se estou exagerando. MAS EU QUERO QUE AS COISAS SEJAM EXATAMENTE COMO EU IMAGINEI.

Ai, caralho. Quando a esmola é demais a santa - burra - não desconfia. Deviam vender a Poliana em pílulas, porque eu estou tão horrivelmente frustrada que vejo até o que é bom como uma bosta. Eu me conheço. Tipo como eu queria morrer em Lisboa, achando tudo um grande saco. Alguém me avisa? Mas eu não consigo. Então, last resort: ebó. Só ele salva.

Acendam uma vela também, por via das dúvidas.

Merci beaucoup.

Estressada, eu?

15.5.05

Ontem, outro sonho da coleção bizarra. Jane Austen - eu descobri - escrevia sobre temas religiosos que eram tabu. Uma coisa Código Da Vinci de sua época. Ela falava de mulheres que cavalgavam ao contrário. De costas, entendeu? A sela era diferente. Era algo extremamente sinistro ligado à Igreja Católica. E você, Vi, era uma grande estudiosa do porquê de as mulheres austenianas cavalgarem ao contrário.

Eu nunca descobri. A bosta do telefone tocou justamente no momento crucial.

De fato, eu sou desavisada.

Agora, olha isso. Tigermilk? Chinesa fã de Belle & Sebastian tenta fazer o mesmo em casa e mata dois tigrinhos. As influências maléficas de Stuart Murdoch. Alguém prenda este homem?

É mudo (o trailer) ou eu sou uma desavisada?

(Lôra suburbana, you + me, quarta-feira?)

Indagado como foi representar um "bissexual tarado e consumidor de drogas" no filme, Firth respondeu: "É um papel que não é tão estranho para a maioria dos atores. Já representar "O Senhor do Castelo de Derbyshire', por exemplo, exige muito mais pesquisa. Eu me sinto bem à vontade fazendo este tipo de drama."

Eu também me sinto bem à vontade pra ver. Então, tio Firth, pode abaixando as carcinha (gaaah).

Kevin Bacon não entende reações às cenas de sexo de seu filme

(Já o Kevin Bacon pode ficar do lado de fora praticando o footloose, porque, francamente, eu broxo.)

9.5.05

Em homenagem ao meu sonho bizarro da noite passada:

Your Penis Name is: Meat 'n' Potatoes




via Fravia.

No sonho era assim: um monte de homem jogando futebol com o pau. Veja bem, não com as pernas ou com as pernas-de-pau. O pau. Mario, sendo um grande entusiasta do esporte, queria jogar também. Eu disse "não, não quero que os outros vejam seu pau". E pensei "vão ver e vão querer também o que é só meeeeu? NUNCA".

A única explicação para a referência futebol-com-pau que eu consigo puxar da minha memória foi algum sadismo que soube ter sido praticado com um primo calouro de medicina.

Depois, avistei uma mulher de meia-idade pelada na proa de um barco. Vi assim, de costas. E lembro de ter posto reparo na bunda.

Imagino que isso tenha alguma referência à minha recente preocupação com o futuro da minha própria bunda.

8.5.05

Mondovino é super Mondocane também. Eu não esperava mais do que o tal cão que peida do Robert Parker, e fui surpreendida por Hoovers e Luther Kings.

No geral, achei muito longo. MUITO. Muito tremido também. Eu fiquei meio enjoada. O hype todo em volta do documentário leva um monte de gente ao cinema pensando Michael Moore. Mas é um MM bem específico. Daí, desse monte, só metade deve saber o que é um Opus One, os Mondavi, première cru e terroir etc. Deve ficar mais incompreensível ainda. E três vezes mais chato. Nós notamos pessoas saindo da sala.

E a legendagem é criminosa. É simplesmente transparente.

E eu esperava mais do Nordeste. A impressão que deu é que ao lado do vinhedo plantavam alguma maconha (grand cru!), porque os donos pareciam estar em outra dimensão.

O divertido do filme são as contradições e as gafes dos personagens. Meu momento favorito é o desabafo da família Etchart sobre a raça indígena. Eu não parava mais de rir. Foi puro deleite. Que imbecis.

4.5.05

That's amore, por outro lado, é favorito antigo da casa. Hoje foi um dia movido à Dean Martin. E adoro pensar numa tarantella-guei.

When the moon hits your eye like a big-a pizza pie
That's... amore
When the world seems to shine like you've had too much wine
That's... amore

Bells'll ring ting-a-ling-a-ling, ting-a-ling-a-ling
And you'll sing "Vita bella"
Hearts'll play tippi-tippi-tay, tippi-tippi-tay
Like a gay tarantella

3.5.05

E para o trabalho, eu disse hoje um sonoro vai tomar no cu. E agora, as 3 da manhã, estou tentando juntar forças para a minha prostituição semanal. Se pelo menos para abrir as pernas jornalisticamente não fosse preciso botar o Tico (esse neurônio loner) para funcionar, eu seria mais feliz. Deveria aderir ao descontrole copy+paste, mas eu ainda tenho princípios. Vamos lá, espírito Emmanuel, baixe em mim. Vamos psicografar o resto dessa bobagem. Amém.

Troubadors é a minha músicafavoritadeverão do momento.

I sit alone in my room
I'm so damn depressed
I re-enact plays on the polo field
I've never ridden a horse
That's just the trouble with magazines
I get so involved
Recalling my days in North Africa
I've never crossed the Atlantic... yeah.


O preço da minha fúria soulseekiana é que eu esqueço metade do que eu baixo. Daí as músicas mofam em algum canto obscuro do meu computador. Até que um dia eu as descubro, assim por acidente, e fico achando (por uns 2 segundos) que estou ouvindo alguma novidade. Véia.