27.7.05

Eu duvido, porque continuo a acreditar no direito que as pessoas têm de ir e vir em relação a seus sentimentos (qtas vezes forem necessárias por dia)... mas se houver um pingo de verdade no que me foi dito certa vez, por uma dona muito cheia de si, que eu faço parte do seleto time de bipolares, então permito-me traçar esta tiuria:

Em minha fase depressiva eu tendo a ser mais anglófila, me derramando em lágrimas sobre poesias (como a do Yeats abaixo) ou ainda provando não ser cínica o suficiente para ouvir I Know It's Over, dos Smiths, sem borrar meu rímel estencils à nível de colômbia.

Já na fase maníaca eu pareço ser extremamente francófila, ou quase, porque meu francês ainda é uma coisa pobrinha. Então, nesses momentos, eu acho que posso ler Proust no original, que canto igual à Brigitte Bardot, que o Serge é deus e que a França não é horrível só porque não é igual ao UK of A (triste isso, né? brasileiro você já sabe: nunca corra em Londres).

Agora, maníaca, eu escuto Michel Polnareff:

Love me, please love me
Je suis fouuuuuuuuuuuuuuuu de vouuuuuuuuus
Mais vous moquerez-vous toujours
De mon pauvre amour ?


*ai*

(abãfa)