29.9.05

Aguenta, porque estou falante. Demais. O têagácê me deixa elétrica. Eu tenho flashbacks de antideprês fofos. Tão fofo! Vendi meu sono pro Desobese. E emagreci de brinde. Acho incrível: sou a diaba do amor. Ou será flashback? Eu sou tão apegada ao Diabo. Ele é incrível. E no inferno tenho abraçado o chifrudo com um gosto que me deixa passada. Eu nunca gostei de homem peludo. E enxofre me lembra sabonete para peles oleosas. Chifre é o tipo de enfeite que eu nunca pensei ter usado na cabeça. E prefiro continuar a pensar assim. Mas ainda assim é tão bom!

Será flashback ou eu finalmente virei uma tibetana desapegada? Uma nadista.

Ouvindo bastante Divine Comedy. Lucy. Vocês não gostam das ovelhinhas balindo no final? Balindo! Quantas vezes eu uso essa palavra na vida?

E The Pop Singer's Fear of the Pollen Count? Lembra uma época tão feliz que eu fico feliz só de pensar.

(Mas lógico que o verão senegalista brasileiro me deixa de mau humor).

E hoje eu comi num japonês porque meu corpo traduziu a deficiência de Ômega-3 em mania. Rodízio. Imagina. Com munchies. Eu peguei a listinha dada pelo garçom e comecei a ticar: 20 sashimis, 15 hot rolls, 2 yakissoba, 2 harumakis, 2 guiozas, cogumelos (claro) e tempurá.

O garçom percebeu e cortou o pedido pela metade.

Comi tanto que fiquei triste. Aquela tristeza típica das orgias comidais. Uma tristeza boa.

Então vou tentar dormir. Ultimamente eu fecho um olho de cada vez. Preguiça de fechar os dois ao mesmo tempo.

Antes, Angie... não quis dar enchente de commentinhos, mas sobre o gato jeoffrey, eu tenho um pitaco, o Pangur Bán. Achei uma vez num livro de Milanos de poesia irlandesa comprado num momento antidepressivo.